Draco Malfoy caminhava de um lado para o outro em frente a uma parede nua, olhando para os lados para garantir que não estava sendo observado. Ele escorregou por uma porta e entrou na Sala dos Requisitos.
Hermione Granger, imersa em pesquisas em um dos recantos isolados da biblioteca, procurava informações sobre Horcruxes, mas só encontrava becos sem saída. Suspirou, juntando seus livros e se dirigindo para a saída. Ao alcançar a porta, viu Harry Potter e Ronald Weasley se aproximando.
“Sinceramente, Hermione, você não tira nem um minuto para si mesma?” Ron perguntou, com um toque de irritação no tom. “O que mais eu devo fazer, Ron? Passar o dia inteiro no salão comum?” Hermione retorquiu. Antes que Ron pudesse responder, Harry interveio. “Na verdade, Hermione, eu queria te pedir um favor.”
“Qualquer coisa, Harry,” ela disse, lançando um olhar de reprovação para Ron, que parecia mais interessado em suas unhas do que na conversa deles. “Tudo bem, vamos voltar para o salão comum. Não quero arriscar que alguém ouça”, disse Harry, incentivando-os a seguir em frente.
Dentro do salão comum, o trio se acomodou em frente à lareira, em um canto tranquilo.
“Hermione, você se lembra do que eu te contei no trem?” Harry perguntou, inclinando-se para frente.
“Harry, você me contou muitas coisas no trem. Você precisa ser mais específico”, ela respondeu, acomodando-se confortavelmente no sofá.
“Certo. Você se lembra do que eu te contei sobre Dra—” ele foi interrompido pelo cotovelo afiado de Hermione em seu ombro. Ela o fuzilhou com o olhar.
“Ah, vamos lá, Harry. Não me venha com isso de novo! O que diabos Draco Malfoy poderia querer que valha a pena se esconder? E com dezesseis anos?” ela perguntou, incrédula. “É exatamente isso que eu estou pensando, Hermione, mas eu sei que Draco está tramando algo, e quero descobrir o que é. Você não notou como ele não enrolou a manga na loja da Madame Malkin, mesmo quando pediu?”
“Eu sei, Harry, eu sei, mas mesmo que Malfoy *seja* um Comensal da Morte, ele não é uma ameaça para nós. Enquanto Dumbledore estiver por perto, estamos seguros”, ela disse suavemente, tentando tranquilizá-lo.
“Você não está entendendo, Hermione. Ele está tramando algo que não será bom para nenhum de nós, e Dumbledore nem está por perto ultimamente. Eu tento observá-lo no Mapa do Maroto, mas ele sempre vai para o mesmo lugar, e então simplesmente desaparece”, ele argumentou. “O que você quer dizer, desaparece?” ela perguntou, com a testa franzida.
Esta era uma informação nova. Harry encolheu os ombros em resposta. “Hmm. Agora *isso* é suspeito. Como ele pode simplesmente desaparecer?” ela murmurou, perdida em pensamentos. “De qualquer forma, o que você quer que eu faça, Harry?”
“Eu quero que você fique de olho em Draco Malcom, e o siga sempre que puder”, ele disse calmamente.
“Harry, você perdeu completamente a cabeça”, Ron soltou, com um olhar divertido, mas curioso no rosto. Quando Harry não respondeu, o divertimento desapareceu, e ele se levantou abruptamente diante de Harry, com uma expressão severa.
“Harry, você não pode estar falando sério. Você está a mandando para uma armadilha mortal!”
“Não, Ron, não é uma armadilha mortal, e Hermione é mais do que capaz de se cuidar perto daquele idiota. Mas isso é importante. Só Hermione pode fazer isso. Se fosse eu, seria óbvio demais. E se fosse você… bem, você vê, Hermione consegue lutar. Sem ofensas, mas Hermione *é* Hermione, então, sim…”
Ron ficou satisfeito com a explicação, e finalmente Hermione falou. “Eu farei isso, Harry.”