O ar trazia um arrepio que se movia pelo parque, levantando fios de cabelo no rosto da garota. Jungkook a observava, ajoelhada ao lado de Taehyung, com o olhar fixo. Ela usava uma camiseta desbotada e de grandes dimensões - uma roupa usada com o tempo - que se pendurava em shorts espreitando por baixo da bainha esfarrapada. Um peso perdurava em seus olhos, uma quietude que insinuava histórias iradas, des..
As feridas que ela sofreu não cederam a uma compostura tão fácil..
Ele estava procurando há anos, dias sangrando em meses, meses se estendendo em anos. Ela se tornou adepta de desaparecer, se misturando no mar de rostos não notáveis se movendo através de suas rotinas. Ele se resignou a uma vida inteira de busca, convencido de que ela havia desaparecido na obscuridade. Para encontrá-la aqui, no coração da cidade movimentada - um lugar que ele sabia que ela desprezava - sentia-se impossível. Ele sempre se imergiu em seus movimentos passados, meticulosamente..
Jungkook olhou para Taehyung, buscando confirmação. Ele viu a mesma dúvida espelhada nos olhos estreitos de sua companheira. Não foi até que ela se levantou do banco para puxar seu casaco que ele percebeu - uma marca sutil revelada quando sua manga levantou. Uma mancha em seu quadril, facilmente confundida com uma marca de nascença. Tão incomum, tão facilmente ignorada. Mas Hekook sabia de seu significado, e uma realização arrepiante sobre ele..
"Positivo", disse Taehyung, sua voz baixa. O sorriso se alargou. "Ela é a única."