A Reivindicação

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Delilah’s POV

O calor do olhar dele me prendeu contra o azulejo frio da bancada da cozinha. “Sempre admirei você, Delilah.”

“Afaste-se de mim,” retruquei, a voz tensa de um medo que me recusava a deixar florescer. “Você é meu Beta.”

Ele não deu ouvido ao comando. Em vez disso, me encurralou, sua presença sufocante. “Guardas!” Gritei, a palavra rasgando minha garganta.

“Pare de gritar!” Sua voz era um ronco baixo que vibrava pela cozinha. “Desde o dia que seu pai te apresentou ao bando, uma coisa pequena e frágil, eu sabia que você seria minha. Você é minha.” Ele segurou meu rosto, seus dedos quentes contra minha pele.

“Se você não se afastar da minha companheira agora,” uma voz, áspera como granito, ressoou atrás dele, “eu juro à Deusa Lua que farei em pedaços cada parte do seu corpo, membro a membro, até que nem ela possa te encontrar.” Um arrepio percorreu minha espinha, um tremor de medo e algo muito mais potente.

Ele apertou o aperto, seu fervor possessivo escalando. “Ela é minha! Eu deveria ser seu companheiro! Não há como vocês dois ficarem juntos. Vocês são rivais!”

Um erro fatal.

Em um único movimento fluido, a mão de Devon se fechou em torno de sua garganta, espremendo com força brutal. O rosto do homem ficou um tom doentio de azul.

“Nunca mais toque na minha companheira,” Devon rosnou, sua voz carregada de raiva reprimida. “Ela é minha e só minha. Saia. Saia agora e nunca mais volte se você preza sua vida.” Ele soltou o homem, que cambaleou para trás, então disparou para fora da cozinha, uma corrida desesperada pela sobrevivência.

Expirei, aliviada. A tensão permaneceu, um fio tenso esticado dentro do meu peito.

Meu olhar encontrou o de Devon, e engoli em seco. Ele estendeu a mão, me erguendo com força sem esforço, me carregando para seu escritório. A pesada porta de carvalho bateu atrás de nós, selando-nos dentro.

“Você está bem?” Sua voz era um murmúrio suave, um contraste marcante com a fúria de momentos antes.

Assenti, incapaz de encontrar minha voz.

“Obrigada,” consegui dizer, as palavras mal um sussurro. “Por…me salvar.”

Ele se aproximou, sua mão segurando meu queixo, seu toque gentil. Fechei os olhos, deixando o calor acalmar o tremor persistente em meus músculos. Eu havia ansiado por esse toque por tanto tempo, uma dor secreta escondida no fundo do meu ser.

Ele abaixou a cabeça, sua intenção clara. Senti a antecipação aumentar, a atração magnética entre nós crescendo a cada respiração.

Mas resisti. “Não podemos!” Gritei, empurrando-o para longe, a força da minha rejeição ecoando no espaço confinado.

“Por quê?” Sua voz era rouca, carregada de frustração.

“Porque somos rivais.” Dei um passo para trás, meu coração batendo contra minhas costelas. Ele se moveu novamente, me prendendo contra a parede, seu corpo um escudo contra minha fuga.

“Nós também somos companheiros,” ele respondeu, sua voz baixa e perigseu. “Pare de usar nossa rivalidade como desculpa. Se você continuar ignorando o que sente por mim, eu posso te derrubar naquela mesa tantas vezes que você nem se lembrará de que somos rivais.” A ameaça era uma promessa crua e visceral.

Suas palavras incendiaram uma chama em mim, um calor escaldante que ameaçava consumir toda razão. Eu não podia negar a verdade: ele me havia incendiado, e eu estava queimando por ele.