Reencontro e Faíscas

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Senhor Aizawa abriu a porta da sala de aula, seu olhar varrendo os alunos reunidos. Suspirou, um cansaço familiar gravando linhas ao redor de seus olhos. “Atenção, classe. Temos um novo aluno se juntando a nós hoje. Pode entrar agora.” Seus olhos ficaram fixos na porta, então encontraram os meus. Dei um passo para dentro, oferecendo um sorriso hesitante.

“Olá a todos, meu nome é (F/N) (L/N). É bom conhecer todos vocês.” As palavras pareciam estranhas, ensaiadas.

Um garoto pequeno com esferas roxas adornando sua cabeça fixou o olhar diretamente em meu peito. Um desconforto formigou na nuca. Ignorei deliberadamente, focando no mar de rostos. Então, um suspiro cortou o silêncio. Meu olhar se fixou à direita.

Eram *eles*.

“(Y/N)!” A voz de Izuku era ofegante, lágrimas se formando em seus olhos.

“Você… voltou.” A voz de Katsuki era um rugido baixo, sua expressão ilegível.

“Uau, vocês conhecem ela?” Um garoto de cabelo loiro com mechas pretas questionou. A resposta de Izuku foi imediata. “Éramos amigos de infância.” Assenti com a confirmação, e eu ecoei o sentimento. Uma onda de sussurros se espalhou pela classe.

“De qualquer forma,” murmurou o Sr. Aizawa, parecendo aliviado por restaurar a ordem, “tome um lugar ao lado da mesa vazia ao lado de Bakugou e Kirishima.” Assenti e me movi para o espaço designado, acomodando-me entre o garoto de cabelo vermelho e o loiro.

“Por que você voltou?” A voz de Katsuki era um rosnado, direcionada a mim. Encontrei seu olhar, um lampejo de algo familiar em seus olhos. “É bom te ver também, e Izuku, senti sua falta!” Sorri para o garoto de cabelo verde atrás de Katsuki.

“Precisamos colocar o papo em dia depois da aula!” Ele respondeu com entusiasmo. Assenti, ansiosa para me reconectar.

“Ei, eu sou Eijirou Kirishima. Prazer em conhecê-la.” O ruivo ao meu lado sorriu, um rubor aquecendo suas bochechas.

“Prazer em conhecê-lo, Eijirou.” Retribui o sorriso.

“Uau! Já estão no primeiro nome?” Ele ficou ainda mais vermelho.

“Eu gosto do nome Eijirou.” Gargalhei, aproveitando o calor de sua natureza fácil. Ele me deu um sinal de positivo. “Me chame de Eijirou então!”

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Depois da aula, uma onda de alunos surgiu em direção à minha mesa, sua excitação quase avassaladora. Fui pega de surpresa pela súbita atenção. Eles começaram a vomitar seus nomes e peculiaridades, seu entusiasmo contagiante.

Meu olhar vagou para Katsuki, ainda curvado em seu assento, seus olhos fixos em mim. Levantei uma sobrancelha, então deliberadamente desviei o olhar.

“Então, qual é sua peculiaridade?” Mina perguntou, sua curiosidade genuína. Hesitei, baixando a cabeça ligeiramente.

“Bem, eu tenho o poder dos quatro elementos. Minha mãe tem fogo e ar, meu pai tem terra e água. Eu herdei os quatro.”

“Que legal!” Ochaco exclamou. Ofereci um sorriso nervoso. “Eu acho.”

“Uau, isso é insano! Você é como a mais poderosa daqui!” Kaminari declarou, seus olhos arregalados.

“CALEM A BOCA, DROOLERS! TODOS SABEM QUE EU SOU O MAIS FORTE AQUI!” Katsuki rugiu, sua voz carregada de fúria.

“Vejo que você não mudou nada.” Cruzei os braços, um sorriso brincando em meus lábios. Ele ainda era o mesmo, todo bluster e bravata.

“Por que você voltou?” Katsuki rosnou. Eu o encaro e sorrio. "Que bom te ver também, e Izuku, senti sua falta!" Eu sorrio para o garoto de cabelo verde atrás de Katsuki.

"Precisamos colocar o papo em dia depois da aula!" Ele diz e eu assenti.

"Ei, eu sou Eijirou Kirishima. É bom te conhecer." O ruivo ao meu lado sorri, um leve rubor em suas bochechas.

"É bom te conhecer, Eijirou." Eu digo.

"Uau! Já estão no primeiro nome?" Ele fica ainda mais vermelho.

"Eu gosto do nome Eijirou." Eu gargalho. Ele me dá um sinal de positivo, "Me chame de Eijirou então!"

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Depois da aula, todos correm para minha mesa. Fui pega de surpresa pela ação repentina. Todos começam a vomitar seus nomes e peculiaridades. Todos parecem simpáticos.

Noto Katsuki ainda curvado em seu assento, me encarando. Eu levanto uma sobrancelha, então desvio o olhar.

"Então qual é sua peculiaridade?" Mina pergunta. Eu baixo um pouco a cabeça.

"Bem, eu tenho o poder dos quatro elementos. Minha mãe tem as peculiaridades de fogo e ar, enquanto meu pai tem as peculiaridades de terra e água. Eu herdei os quatro."

"Que legal!" Ochaco grita. Eu sorrio e dou uma risadinha nervosa, "Eu acho."

"Uau, isso é insano! Você é como a mais poderosa daqui!" Kaminari declara.

"CALEM A BOCA, DROOLERS! TODOS SABEM QUE EU SOU O MAIS FORTE AQUI!" Katsuki grita.

"Vejo que você não mudou nada." Eu cruzo os braços e sorrio para ele. Ele fica ainda mais bravo...se é que isso era possível.

"O QUE VOCÊ QUER DIZER COM ISSO?"

"QUERO DIZER QUE VOCÊ AINDA É UM EGOMANIÁCO!" Eu grito de volta. Todos ficam chocados com minha explosão repentina.

"Algo que devo mencionar, (Y/N) e Kacchan são bem parecidos de certa forma." Izuku forma uma gota de suor enquanto diz aos nossos colegas de classe.

"Exceto que eu sou mais gentil que esse idiota." Eu aponto meu polegar para Katsuki. Ele rosna, "LUTE COMIGO, SUA CADELA!"

"Você sabe, isso não é uma má ideia." Eu sorrio para ele. Ele ficou surpreso com minhas palavras enquanto corava, então sorria.

"Depois da escola."

"Um, pessoal, acho que não é uma boa ideia—" Izuku balança nervosamente as mãos.

"Cara, estou ansioso por isso! Tenho certeza que (Y/oca) vai dar uma surra em você, Bakugou!" Eijirou acrescenta. Eu sorrio e me levanto.

"Atrás da escola, não se atrasem." Eu digo enquanto caminho.

"Droga, ela é gostosa." Eijirou sussurra.

"O QUE VOCÊ ACABOU DE DIZER, CABELO DE MERDA?" Pequenas explosões saem da mão de Katsuki. Eijirou coça a nuca, "Eu não pensei que você ouviria isso."

"Ela é realmente confiante, como Bakugou." Todoroki diz em tom monótono.

"Ribbit, ela é bem legal." Tsu acrescenta.

"Yeah, e estou ansioso para ver essa luta!" Sero soca o punho no ar.

"Você está pronto, Bakugou—huh? Onde ele foi?" Eijirou percebe que o assento de Katsuki está vazio.

"E-Eu deveria ir verificar ele." Izuku corre para fora da porta.

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“Ei você! Espere!”

Eu parei, sabendo que ele viria. Virei, encarando Katsuki. Ele havia crescido, pairando sobre mim. Nós tínhamos a mesma altura quando crianças.

“Por que você voltou depois de tantos anos?” Ele rosnou, sua voz áspera. Desviei o olhar, então voltei a encarar.

“Você se lembra da minha mãe, certo?”

“Sim. Mikasa.” Ele encolheu os ombros, dispensando a pergunta.

Eu voltei a encarar ele. “Há sete anos, ela desapareceu. Meu pai sabia que eu a procuraria, então se mudou para fora da cidade. Conforme eu envelhecia, eu observava heróis em ação e decidi que queria ser um também. Talvez então eu a encontre.”

Izuku ficou ao lado de Katsuki, ouvindo atentamente.

“(Y/N).” Ele me deu um olhar triste. Katsuki cerrou os dentes, então suavizou com uma carranca.

“Eu… sinto muito.” Ele soltou as palavras, desajeitadas e hesitantes. Eu e Izuku trocamos olhares surpresos.

“Quem é você e o que você fez com Katsuki?” Eu digo.

“K-Kacchan? Desculpas?!” Izuku treme.

“QUANDO VOCÊ ESTÁ EM CASA, NERD!” Katsuki explodiu. Eu suspirei.

“E ele voltou.”