Você encarava a revista, as letras carmesins gritando "Harry Está Traindo Sua Ex-Namorada Myriam Com Taylor Swift?". A imagem da capa – Harry beijando Taylor em um clube lotado – parecia um golpe físico. Você jogou a revista no chão e desabou contra a parede da sala, lágrimas escorrendo pelo rosto.
A porta da frente se abriu, e a voz de Harry trovejou: "Myriam, estou em casa!". Ele a viu, encolhida e soluçando, e correu para seu lado, estendendo os braços para um abraço. Você se encolheu, afastando-se. O olhar dele pousou na revista descartada, na fotografia de sua traição. Ele a encarou, uma sombra de vergonha cruzando seu rosto antes de ele voltar a atenção para você.
"Myriam, escuta, não é o que parece", ele suspirou, a voz carregada de desespero.
"O que é que não parece, Harry? Parece que você estava se beijando com outra mulher! Como isso *não* pode ser o que parece?" você gritou, a dor crua e gutural.
"Ela me beijou primeiro, e—" ele começou, mas você o interrompeu, a voz tremendo.
"Você beijou de volta?" você exigiu, o olhar fixo em seus olhos verdes, procurando qualquer sinal de honestidade.
"Myriam, eu estava bêbado, você não entende", ele implorou, a voz quase um sussurro.
"Estar bêbado *não* é desculpa para me trair!" As palavras rasgaram sua garganta, alimentadas pela fúria e pela dor de coração. Você saiu correndo do quarto, subindo as escadas para o quarto que compartilhavam. Com mãos trêmulas, começou a fazer uma mala, enchendo-a com roupas e itens essenciais. Quando terminou, marchou de volta para a sala, determinada a partir. Mas antes que pudesse alcançar a porta, Harry a fechou com força, prendendo você ali dentro.
"Deixe-me ir!" você gritou, batendo contra a madeira.
"Não, Myriam! Foi um erro, por favor não vá. Eu te amo", ele soluçou, a voz rachada pela emoção. Ele parecia estar à beira de um colapso.
"Não me chame de querida agora. Deixe-me ir, ou isso *vai* ficar físico", você cuspiu, empurrando contra seu peito, tentando empurrá-lo para o lado. Você tropeçou em direção ao carro, tateando a trava da porta, a visão turva pelas lágrimas. Harry agarrou seu pulso, girando você e prendendo-a contra a porta do carro, impedindo sua fuga.
"Harry, por favor", você implorou, o desespero rasgando sua garganta. "Você tem a Taylor agora. Tudo está bem. Você tem alguém que se importa com você, e você ficará bem sem mim."
"O problema é… não existe ninguém como você, Myriam. Você é a única que eu quero. Eu sei que estraguei tudo, mas talvez você possa encontrar em seu coração para me perdoar", ele implorou, a voz cheia de uma esperança frágil.
Você amava Harry. Você realmente amava. Mas talvez uma pausa fosse exatamente o que você precisava. Você começou a socar seu peito, tentando fazê-lo se mover, mas ele não cedia. Você gritava "Eu Te Odeio!" repetidamente, até que o cansaço a invadiu e suas pálpebras ficaram pesadas.
Quando acordou, estava deitada no sofá, o rosto de Harry pairando a poucos centímetros do seu.
"Myriam, por favor. Eu sinto muito. Me perdoe", ele sussurrou, lágrimas escorrendo silenciosamente pelas bochechas.
"Se você prometer nunca mais fazer isso, eu te perdoo", você disse, um pequeno sorriso brincando em seus lábios. Ele assentiu, os olhos brilhando de alívio. Você se inclinou e beijou-o, um beijo hesitante, cheio de esperança.
Harry cumpriu sua palavra. Ele nunca mais traiu.