A Mansão Vazia.

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O Mazda preto deslizou pelas ruas tranquilas do Monte Ronmit. O motorista tocou uma melodia que ele não conseguia colocar, um pequeno sorriso tocando em seus lábios enquanto antecipava a surpresa que ele carregava. Era tarde, a hora em que as estradas geralmente ficavam vazias, silenciosas.

Ele olhou para a caixa contendo um bolo de chocolate. * Ela nem gosta de bolo, * ele pensou, um sorriso irônico puxando sua boca. * Mas eu faço. E ela saberá que eu pensei nela.*

Chegando à mansão Wyvern, ele foi imediatamente atingido por uma anomalia: sem guardas no portão. Incomum. Ele escaneou os arredores enquanto dirigia para o estacionamento, seus olhos varrendo a extensão vazia.

Ele estacionou o carro e saiu, caixa de bolo na mão. Um lampejo de desconforto correu através dele. Este foi o dia da celebração, e talvez alguns tinham sido concedidos licença. Mas o pensamento parecia oco, uma negação da verdade fria que ele conhecia bem. Nenhum homem de Wyvern nunca recebeu licença, nem mesmo em férias.

Ele desabotoou os dois botões superiores de sua camisa e entrou na mansão. Algo parecia profundamente errado. O silêncio não era apenas o silêncio da noite tardia; era um vazio sufocante.

Ele colocou o bolo em uma mesa próxima e puxou sua arma, movendo-se cautelosamente através dos quartos no piso térreo. Seu batimento cardíaco martelou contra suas costelas com cada quarto vazio que ele limpou.

Ele subiu para o primeiro andar, o aperto apertando a arma. O quarto de sua mãe. A porta estava fechada. Ele empurrou-o aberto, arma levantada. O quarto estava intocado, intocado. A cama bem feita, as luzes acesas. A porta do banheiro estava fechada. Ele se mudou para ele, olhou para dentro e não encontrou nada.

Saindo do quarto dela, mudou-se para o de seu pai, repetindo a busca. Vazio. O mesmo vazio arrepiante permeava cada quarto. Pânico começou a arranhar as bordas de sua mente. Ele chamou os nomes de seus pais e irmãozinho, sua voz ecoando nos salões cavernosos.

Ele correu para o telhado, depois para a sala de jantar, a cozinha, a lavanderia, a sala de treinamento, a biblioteca, a sala de natação, a sala de teatro, até mesmo o porão de tortura. Tudo vazio. Totalmente, terrivelmente vazio.

Ele estava sozinho na mansão. Uma realidade que nunca tinha ocorrido antes. Ele puxou o telefone, discando o número de seu pai, mas foi direto para o correio de voz.

Ele jurou sob sua respiração e discou o número de Jade, seus dedos tremendo..

"Jade, algo está errado. Vá para a casa direito -" Sua voz morreu em sua garganta como ele abriu a porta para o seu quarto.

“Ei, o que se passa?” A voz de Jade era carregada de preocupação..

“Dylan? Alô?”

O cheiro o atingiu primeiro: a doçura entusiástica da decadência, misturada com o tom metálico de sangue. Ele olhou para sua mãe, pai e irmãozinho.

Seu irmão olhou fixamente para ele, não se movendo, não respirando..

Seu olhar se moveu para a parede, e seu coração tremeu. Esvoaçado pela superfície, em letras grossas e carmesim, era uma mensagem:

‘Feliz Aniversário, GERALD, TARDE.’

Seu telefone escorregou de seus dedos dormentes e bateu no chão. Um grito rasgou de sua garganta, um som de pura dor animal. Ele estava sozinho. E todos eles estavam mortos.