O Sr. Jeon engoliu, o nó em sua garganta espelhando a ansiedade torcendo em seu intestino. Ele tinha sido conduzido através do interior escuro do clube pelos guarda-costas de Park, finalmente depositado diante do próprio homem. “Onde está meu dinheiro, Jeon?” A voz de Park era um rasp baixo, atado com impaciência. O pagamento tardio foi um espinho persistente em seu lado.
Jeon sentou-se, com a perna balançando um ritmo frenético contra o couro desgastado do estande. “Senhor, eu... eu não sei onde encontrar esse tipo de dinheiro.”
Park suspirou, girando o líquido âmbar em seu copo. “Eu não me importo * onde * você encontrá-lo, Jeon. Eu preciso dele * agora *.” Ele apertou uma mão, um sinal. Os guarda-costas flanqueando-o começaram a retirar suas armas, o aço brilhando sob a baixa iluminação do clube.
“Pai, vamos lá,” Jimin lamentou, sua voz petulante. “O homem está praticamente tremendo. Eu quero ir já, eu tenho um encontro em uma hora!”
Os olhos de Park se estreitaram. “Em um minuto, filho.” Ele fixou Jeon com um olhar predatório, tomando outro gole lento de uísque. “Então, vamos simplificar as coisas. Meu dinheiro ... ou sua vida? Qual será?”
“Pai, por favor, basta matá-lo já!” Jimin estalou, sua impaciência borbulhando. “Se você vai fazer isso, basta fazê-lo.”
Park ignorou a explosão de seu filho, continuando a pressionar Jeon. “Por favor, senhor, eu tenho um filho para cuidar...”
O telefone de Jeon vibrava contra a coxa. Ele olhou para a identificação do chamador – seu filho. Uma onda de frustração o cobriu. “Falando do meu filho, ele está me chamando. Desculpe-me.”
"Jungkook, eu estou ocupado", ele murmurou no telefone, mantendo sua voz baixa.
“Por quê?”
“Eu estou... preocupado.”
"Deixe-me adivinhar, jogar de novo?"
“Eu realmente não posso falar agora!”
“É uma emergência.”
O olhar de Jeon voltou para Park, um pedido de desculpas silencioso se formando em seus lábios. “Qual é a emergência?”
“Você precisa ir para a loja.
“Ratos mortos? Por quê?”
"Para alimentar a nossa serpente."
A mandíbula de Jeon apertou. “Nós não temos uma cobra!”
“Bem, agora nós fazemos.”
“Onde você conseguiu uma cobra?”
“É... uma longa história.”
“Eu não quero ouvir isso. Livre-se disso, eu estou desligando.”
“Na verdade, existem duas cobras, mas eu perdi uma.”
“Encontre-os e se livre deles antes que eu chegue em casa!”
“Mas”
“Livre-se das cobras!” Jeon latiu, batendo o telefone fechado. Ele voltou para Park, oferecendo outro pedido de desculpas tenso. Jimin, no entanto, agora estava abertamente intrigado.
“Que idade tem o seu filho?”, perguntou Jimin, com os olhos dele brilhando com algo inquietante..
"Dezessete", respondeu Jeon, uma picada de mal-estar rastejando por sua espinha.
“Eu quero ele”, Jimin murmurou, sua voz mal sussurrou. “Eu quero ele.”
Jeon engasgou, seus olhos se alargando em descrença. “Eu... sinto muito?”
“Pai, por favor!”, Jimin implorou, batendo seus cílios com inocência exagerada..
Os lábios de Park se transformaram em um sorriso cruel. “Tudo bem, talvez possamos... negociar.”
"Por favor, eu ficaria muito grato", Jeon gaguejou, sua voz atada de desespero. Ele ainda não tinha garantido o dinheiro, mas pelo menos ele tinha comprado a si mesmo algum tempo.
Jimin se inclinou, sussurrando para seu pai. “Não fique muito animado. Você tem uma semana para entregar tudo o que você me deve ... ou eu levo seu filho.” Ele pontuou a ameaça com uma palmada afiada.
“Eu... eu não posso deixar você ter meu filho”, Jeon gaguejou, orando por outra opção..
“Ou é isso, ou você morre”, afirmou Park, com sua voz desprovida de emoção..
Os ombros de Jeon caíram. Ele sabia que estava encurralado. Ele encontraria o dinheiro, mesmo que isso significasse vender sua alma. “Ok. Eu vou te dar o seu dinheiro.”
“Então nós temos um acordo? Meu dinheiro, ou seu filho?” Park estendeu sua mão, um brilho predatório em seus olhos. Jeon hesitou, então apertou a mão do homem, selando seu destino.
“Deal.” A palavra parecia uma sentença de morte.
“Awww, mas eu queria ele * agora *!” Jimin choramingou, fazendo beicinho.
“Paciência, Jimin”, suspirou Park, revirando os olhos.
“Podemos ir agora?” Jimin zombou, já entediado.
“Claro.” Park ficou, assim como Jeon. “Estaremos em contato.” Ele apertou a mão de Jeon uma última vez, seu aperto apertado e implacável.
Quando os guarda-costas levaram Jeon para fora do clube, um medo arrepiante se instalou sobre ele. Ele fez um acordo com o diabo, e agora ele tinha uma semana para entregar uma fortuna ... ou perder seu filho para sempre.