(Jasper P.O.V.) Segunda-feira
"Jasper, dez minutos! Nós temos que ir, agora!" A voz do pai explodiu enquanto eu lutava minha mochila no porta-malas. Hoje foi o dia - quatro meses na Califórnia com mamãe e Danny. Eu senti falta deles ferozmente, mas um nó de ansiedade apertou no meu peito. Quatro meses me senti como uma vida inteira. Visitas de verão eram uma coisa; viver com eles por uma temporada inteira parecia diferente.
Chegamos no aeroporto, e quando eu estava prestes a passar pela segurança, eu me virei e abracei meu pai com força..
"Seja bom, filho. Eu prometo que vou te pegar assim que eu puder", disse ele, sacudindo meu cabelo como se eu ainda fosse uma criança.
"Pai... eu não sou quatro," eu gemei, brincando socando-o no intestino.
Ele riu, desviando o golpe. "Você vai parar de agir assim, seu pequeno runt.
O voo foi longo e monótono. Quando aterrissamos, vi Danny segurando uma placa dizendo "Bem-vindo a casa Jasper!" O sorriso da mãe estava radiante. Danny tinha cortado o cabelo. Mais curto, mais afiado.
"Ei, gassy gaspar!" Danny me agarrou em um headlock.
"Deixe ir, e esse não é o meu nome, manequim. Daniel!" Eu ri, torcendo o braço dele em um suporte policial simulado atrás de suas costas.
"Ok, rapazes, chega disso. Este não é o lugar para lutar. Vamos, temos que nos recuperar."
Mamãe nos puxou pelos braços em direção ao carro, uma vez na casa, minha casa pelos próximos quatro meses, Danny me ajudou a levar minhas malas para o quarto de hóspedes..
"Peguei sua agenda escolar e tudo mais. E amanhã, depois do treino, você terá que pegar o ônibus para casa", disse ele..
Danny era o capitão do time de futebol construído, confiante, um verdadeiro encantador. Ele era tudo o que eu não era. De volta para casa, eu me misturei com o fundo, um ninguém. Eu não tinha a presença física para chamar a atenção, e meu cabelo loiro peludo não ajudou.
"Por que não posso ficar e ver você jogar?" Eu perguntei.
"Olha, cara... o que quero dizer é que não quero que você seja pego no fogo cruzado", disse ele..
"O que há de errado comigo? Por que me intimidariam?" Eu pendurei minha cabeça. Ele levantou meu queixo.
"Não, não. É só que... se eles soubessem que você era meu irmão, bem, eu acho que não vai doer deixar você vir me ver brilhar." Ele sorriu, e eu não pude deixar de sorrir de volta.
Mais tarde, adormeci, me empolguei com a escola amanhã e conheci os amigos do Danny..