O cheiro de jasmim e arrependimento se agarrou a Seraphina enquanto ela assistia Jeon Jungkook através da cafeteria da escola lotada. Um ano atrás, ele tinha sido o sol em sua órbita, irradiando calor e graça sem esforço. Ele se destacou em tudo - futebol, acadêmicos, charme - um menino de ouro com um sorriso que poderia derreter geleiras. Ela caiu forte, convencida de que ele era o homem mais gentil que ela já conheceu.
Eles namoraram por um ano, um trecho feliz e descomplicado. Ele trouxe seus girassóis em dias chuvosos, memorizou sua ordem de café e deixou notas encorajadoras enfiadas em seu armário. Em seguida, veio a pausa, um desmoronamento confuso e agonizante. Jungkook não havia desmoronado com graça; em vez disso, um lado diferente havia surgido, atado com possesssividade e uma corrente fervilhante de controle.
“Ele era doce”, Seraphina murmurou para sua amiga, Chloe, traçando a borda de seu copo de chá gelado. “Verdadeiramente. Mas então... as coisas mudaram.”
Chloe, sempre observadora, apertou a mão. “A pausa não correu bem, não foi?”
Seraphina balançou a cabeça, a garganta apertando. “Começou pequeno. Textos verificando onde eu estava, com quem eu estava. Então vieram as acusações. Eu não tinha respondido rápido o suficiente, eu estava ‘liderando-o’, eu era ... difícil.”
As mudanças sutis haviam aumentado. Ele havia criticado suas amizades, suas roupas, suas aspirações. Ele exigiu seu tempo, sua atenção, sua lealdade. Ele a isolava desacreditando sutilmente seus amigos, sussurrando que eles estavam com ciúmes de sua conexão.
“Ele disse que eu era ‘demasiado independente’”, continuou Seraphina, sua voz mal sussurrou. “Que eu precisava ‘confiar mais nele’ e deixá-lo me ‘guiar’. Os pedidos se transformaram em demandas, ameaças veladas mascaradas como preocupação.
“Isso soa... manipulador”, disse Chloe, sua voz atada com preocupação..
Seraphina franziu. “É. E está piorando. Ele é doce novamente quando quer algo, então frio e controlador quando eu empurro para trás. É um ciclo. Uma promessa quebrada.”
Ela assistiu Jungkook marcar um gol durante a prática de futebol. Ele estava cercado por companheiros de equipe aplaudindo, aproveitando a adoração. Foi o mesmo carisma sem esforço que a atraiu. A mesma fachada que mascarou a escuridão abaixo.
“Eu não sei o que fazer”, confessou Seraphina, lágrimas borrando sua visão. “Eu quero que ele mude. Eu quero que ele seja o homem por quem me apaixonei. Mas eu estou aterrorizado por já estar preso em um inferno vivo.”
O aperto de Chloe apertou. “Você não está sozinho. Você precisa sair disso, Seraphina. Você merece estar seguro.”
O peso de sua situação se fixou em Seraphina, pesada e sufocante. A questão não era se Jungkook poderia mudar, mas se ela poderia suportar o aperto sufocante de sua bondade fraturada. A resposta, ela suspeitava, não estava em consertá-lo, mas em encontrar a força para salvar a si mesma.