O calor da tarde ferveu no asfalto, grosso e implacável.
"Mova seu maldito carro!"
A voz pertencia a um homem construído como uma parede de tijolos, com o rosto cheio de raiva, do assento do motorista de um sedan preto e elegante, ele bateu um punho contra o volante.
Uma resposta de curt voltou, atado com veneno. "Por que você não cala a boca!"
A morena, um homem com cabelos e olhos cerrados como pedaços de gelo, bateu a porta e perseguiu o carro estacionado ao lado dele.
"Que porra você disse?" ele cuspiu, com a voz apertada de raiva.
O homem mais jovem, corvo e magro, o encontrou sem vacilar, ele se desdobrou de seu carro, em pé na frente do outro, refletindo sua agressão.
"Eu disse, cale a boca, eu posso estacionar meu carro onde eu quiser." As palavras foram entregues com um olhar frio e inabalável.
"Você está no meu estacionamento, foda-se, agora mexa-se antes que eu chame de segurança." A morena sorriu, um brilho predatório em seus olhos.
O corvo revirou os olhos, um lampejo de desprezo cruzando o rosto, sem outra palavra, ele subiu de volta em seu carro e suavemente manobrou para fora do local, os pneus sussurrando na calçada.
"Isso é mais parecido com isso." O homem mais velho sorriu, uma satisfação cruel torcendo os lábios enquanto ele puxava para o espaço e se assentava em seu assento. Ele olhou para o prédio de seu apartamento e entrou.
O ar estava pesado de tensão, o estacionamento um palco para um conflito silencioso e fervente.