PROLOGUE
PROLOGUE
Uma mensagem piscou na tela de Damian. Foi conciso, quase exigente. “É fácil.”
Ele olhou para cima, depois de volta para o telefone. Outra mensagem chegou imediatamente. “Eu tenho suas costas, você tem as minhas. Eu vou ser seus olhos, e você vai ser meu.”
As palavras pareciam... calculadas. Uma oferta, não uma conversa. Damian hesitou, em seguida, digitou uma resposta. “Você me ataca, eu te ataco.”
A resposta foi instantânea. “É tão simples. O que você diz, amigo?”
Damian traçou as linhas da mensagem com um dedo. Ele não reconheceu o número, a fonte dos textos permaneceu desconhecida. No entanto, o convite - ou talvez a demanda - tinha um fascínio estranho. Ele concordou. Ele respondeu..
Dias se transformaram em semanas. As mensagens continuaram, um fluxo constante de informações fragmentadas, observações e pedidos. Eles falaram todos os dias, tarde da noite, compartilhando trechos de suas vidas. Damian encontrou-se atraído para um mundo que ele não sabia que existia, um mundo tecido com sombras e promessas veladas.
Não foi a informação que o cativou, mas a intensidade da conexão. Um calor estranho e indesejável começou a florescer dentro dele – um sentimento que ele tentou desesperadamente ignorar. Era um amor construído sobre sigilo e manipulação.
Mas com cada mensagem, cada confiança compartilhada, veio uma ambiguidade sutil e insidiosa. Ele estava recebendo sinais mistos, um cabo-de-guerra entre intimidade e desapego. As mensagens foram atadas com dicas de afeto, mas sempre sombreadas por uma corrente de algo frio e calculista. Damian estava caindo, e ele não tinha certeza se ele estava sendo levado para a salvação ou para uma armadilha.