O primeiro dia de provas chegou, e com ele, uma silenciosa esperança. A disposição das carteiras na sala de aula havia sido alterada, e eu me viu, quase inacreditavelmente, sentada ao lado *dele*.
Essas últimas semanas tinham sido… diferentes. Nós nos conhecíamos, um lento desdobramento de sorrisos compartilhados e breves trocas. Depois de semanas de conversa, cheguei a uma conclusão surpreendente: ele era tudo que eu procurava em um parceiro, tudo que eu havia imaginado.
Ele possuía as qualidades que eu sempre buscara – bondade, inteligência silenciosa, um humor sutil que fazia meu coração palpitar. Não era apenas atração; era uma sensação de… certo.
Nossas interações se limitavam a esses momentos fugazes, essas trocas presenciais. Cada conversa, mesmo que breve, parecia carregada de uma energia não dita. Eu não tinha o número dele, nenhuma maneira de me conectar além desses minutos em sala de aula. Eu nem sequer tinha a conta dele em redes sociais. Eu nem sequer tinha acesso a uma conta em redes sociais. Meu mundo existia apenas dentro desses breves encontros.
Meu exame de Matemática correu bem, felizmente. As aulas extras valeram a pena, e eu me senti preparada para a próxima onda de testes. Eu sabia que ele também estava se preparando para seus próprios exames.
Compartilhamos uma conversa rápida sobre as provas, como de costume. Era breve e discreta, mas parecia significativa. Quando o sino da escola finalmente tocou, sinalizando o fim do dia, eu estava livre para ir para casa.
Mas mesmo enquanto caminhava, mesmo enquanto começava a estudar para o exame de Língua de amanhã, meus pensamentos continuavam voltando para *ele*. Ele era uma distração, uma distração deliciosa e avassaladora. Ele ocupava meus pensamentos, tornando impossível me concentrar.
*Pare com isso, Kim Taehyung,* eu me repreendi. *Concentre-se*.