O quarto estava frio, apesar do calor que subia em suas bochechas. “Apenas ame-me, é tudo o que peço em troca”, murmurou Hoseok, sua voz um ronronar baixo contra o silêncio.
“Você está brincando”, conseguiu dizer, lágrimas escorrendo pelo rosto, quentes e indesejadas.
Seus olhos castanhos se fixaram nos seus, e um sorriso se estendeu em seus lábios, um sorriso que parecia menos com afeto e mais com a antecipação de um predador.
“Nunca, princesa. Eu amo você mais do que qualquer coisa neste mundo repugnante. Só preciso do seu amor.”
Hoseok permaneceu sentado diante de você, o sorriso inabalável nunca falhando. Ele era uma estátua esculpida em obsessão. “Então, você me ama?”
As palavras ficaram presas em sua garganta, retorcendo-se em algo amargo e cru. Você cuspiu nele, o som uma defesa patética. “Foda-se você.”
Ele não se encolheu. “É isso que você quer?”
Ele se levantou, lentamente, deliberadamente, até ficar em pé ao seu lado. Ele estendeu a mão, tocando sua bochecha gentilmente, mas você se encolheu, virando o rosto como um escudo.
“Não me toque”, você sibilou, as palavras carregadas de veneno.
“Mas é isso que você pediu, princesa”, ele disse, a voz um sussurro ameaçador. O sorriso se alargou, revelando uma ponta de crueldade.
“Você perdeu a cabeça!”
“Eu perdi a cabeça por causa de você.” Ele agarrou seu queixo, forçando você a encontrar seu olhar. O toque não era terno, era possessivo, uma reivindicação.
“Eu te amo, e um dia você perceberá que me ama também.”
Ele pressionou seus lábios contra os seus, duro e exigente. Os dentes dele roçaram seu lábio inferior, buscando apoio. Você se debateu contra a cadeira, uma luta desesperada e silenciosa.
“Não lute, querida. Eu sei que você quer isso.” Sua voz era um raspar em seu ouvido, pingando falsa intimidade.
Ele acomodou a mão na sua cintura, então abaixou para agarrar sua garganta, aprofundando o beijo. Lágrimas quentes correram pelo seu rosto, turvando o quarto em uma névoa de desespero. Você queria que acabasse, que se libertasse, mas ele apenas apertou o aperto.
“Você tem gosto de bom, princesa. São morangos?” Ele interrompeu o beijo, seu sorriso predador.
Você não suportava olhar para ele, não suportava a visão de seu triunfo. Você fixou o olhar no chão, desejando poder desaparecer na escuridão.
“Mate-me”, você sussurrou, as palavras quase inaudíveis.
“O quê?”
“Apenas me mate.” Você olhou em seus olhos, implorando pela libertação do esquecimento. “Nunca vou te amar. Nunca. Então apenas me mate e acabe com tudo isso.”
Hoseok encarou você por um longo momento, então uma risada irrompeu de sua garganta—um som histérico e arrepiante. Não era alegria, era loucura. Ele estava rindo de sua desesperação, de sua recusa.
“Princesa, eu nunca vou te matar. Vou te torturar por ser uma garota tão má, fazer você sentir a pior dor de todo o universo, mas nunca te matar. Você sabe por quê? Porque eu te amo e quero que você passe toda a sua vida comigo. Você é minha agora, princesa. Você viverá comigo pelo resto da sua vida. Você será minha esposa, você terá meus filhos.”
Ele se inclinou mais perto, seu hálito quente contra seu ouvido.
“Você é minha até que a morte nos separe.”