Prólogo
O som pegou na garganta de Taehyung, um apelo cru e desesperado. “Appaaaaa... Ommaaaaa...” Ele balançou seus corpos, pequenos membros enrolados apertados em torno deles, o ritmo frenético espelhando o caos em seu peito. “Responde-me. Alguém me responda.” Ele se virou para sua avó, voz rachando, “Vovó, peça-lhes para falar. Por favor, diga-lhes para responder.”
O acidente tinha reivindicado seus pais doze horas antes. Trabalhadores em um canteiro de obras, eles tinham sido pegos em um colapso catastrófico. A polícia tinha recuperado seus corpos, um pedaço de esperança agarrado à possibilidade de sobreviventes, uma esperança que secou a cada hora que passava. Taehyung, apenas onze anos, foi deixado à deriva.
Ele se agarrou a sua mãe e pai, sacudindo-os como se os quisesse de volta à vida. O silêncio frio e inflexível era um peso esmagador. Sua avó, seu rosto gravado com tristeza, só poderia oferecer o conforto oco de seu abraço. Ela sabia que seu toque era insuficiente, uma oferta escassa contra a maré de sua tristeza.
“Eu estou aqui, meu bebê”, ela sussurrou, sua voz tremendo. “Eu estou aqui. Você me tem. Você me tem.” Ela o segurou, pressionando suas mãos desgastadas contra suas costas, suas próprias lágrimas se misturando com as dele. O peso de sua dor ameaçou puxá-la para baixo, mas ela se manteve firme, uma promessa silenciosa de levá-lo através da escuridão. O eco de sua perda reverberou em seu coração.