Tentei reprimir a onda de expectativa, tratar isso como apenas mais um encontro casual. Concentrei-me na idade dele – quinze anos – um mantra para me manter no chão.
Observei a porta, cada nervo em alerta máximo. Isso estava errado, eu sabia. Uma linha perigosa que eu não deveria cruzar.
No instante em que seus nós bateram na madeira, uma tensão sutil se apertou em meus músculos.
*Mantenha a calma,* eu me lembrei. *Eu sou o adulto.*
Abri a porta, e Harry estava lá, um rubor manchando suas bochechas. Ele parecia… perfeito. E impossivelmente, dolorosamente *meu*.
Gesticulei para que ele entrasse. Agora que ele estava aqui, o desejo – a necessidade crua e avassaladora – ardia mais forte.
“Isso está errado”, eu disse, as palavras um suspiro escapando de meus lábios.
“Discordo”, murmurou Harry, sua voz hesitante, depois mais ousada. “Papai.”
A palavra me atingiu como um choque. Empurrei-o contra a parede, as mãos agarrando sua camisa, meu corpo pressionado contra o dele. A dinâmica de poder, o frisson proibido, era intoxicante.
“Diga de novo e eu farei você se ajoelhar e dizer isso”, eu rosnou, meus lábios pairando a centímetros de seu pescoço. A ameaça era carregada de uma fome desesperada.
Senti o pulso da sua carótida sob meus lábios enquanto finalmente fechei a distância. Um gemido suave escapou de seus lábios, um som que incendiou um incêndio dentro de mim. Suguei sua pele, deixando uma marca úmida e possessiva.
“P-papai”, ele sussurrou, as palavras tremendo com incerteza e uma curiosidade crescente. Encontrei seu olhar e vi a luxúria espelhada em seus olhos – uma atração perigosa e viciante. Gentilmente, mas firmemente, guiei-o para se ajoelhar, meu olhar fixo no espaço entre suas pernas. Meu próprio corpo, escondido em minhas shorts, estava perto o suficiente para sentir sua respiração. Observei-o lamber seus lábios.
“Beije”, ordenei, passando a mão em seus cabelos macios. Seu cabelo era incrivelmente macio, assim como a maneira como seus lábios encontraram minha ponta.
“Louis…”
“Sim?”
“Podemos assistir um filme e beijar e abraçar primeiro?”
A pergunta me atingiu como um jato frio de realidade. O peso de sua idade caiu sobre mim. Estava explorando uma vulnerabilidade, aproveitando-me dele. A vergonha me invadiu.
“Oh, Harry, eu sinto muito, muito, muito.” Ajoelhei-me ao lado dele, puxando-o para um abraço apertado.
“N-não, eu gosto muito disso, mas eu gosto de você mais do que disso.”
Segurei-o por mais tempo, até que minha própria excitação diminuísse. Assim que aconteceu, conduzi-o silenciosamente para cima, para meu quarto. Minha cama estava feita, e o programa noturno já estava tocando na TV. Harry, parecendo adoravelmente vulnerável, rastejou para a cama.
“Venha se juntar a mim, Rei Louis”, ele disse, um convite brincalhão.
“Como desejado, Príncipe Harry”, respondi, um sorriso irônico brincando em meus lábios.
Rimos suavemente enquanto me juntava a ele, envolvendo-o em meus braços.
Antes que eu percebesse, Harry havia adormecido, sua respiração lenta e uniforme. Fiquei acordado, preso entre pensamentos felizes e angustiantes. A culpa me corroía, mas uma parte de mim – uma parte perigosa e egoísta – já estava antecipando a próxima vez que ele sussurraria *Papai*.