Primeira Lição

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Sentei no sofá dele, conscientemente escondendo o volume evidente que forçava a elasticidade do meu shorts. Claro, eu sabia quem Louis Tomlinson era – um modelo local e consultor de negócios que, a julgar pelo estado de sua sala, raramente se aventurava para fora. Era um paraíso de solteiro, um caos confortável de móveis desgastados e o leve aroma de colônia.

Depois de uma eternidade de suar – e a recompensa inesperada de um Louis sem camisa, suado e inegavelmente sarado – ele me convidou para tomar café e biscoitos. Enquanto o café fervia, minha mente revivia a cena: suas mãos agarrando minhas pernas, me guiando através do chute, e o desejo insistente de que eu não queria que ele parasse.

Apesar dos meus esforços, a pressão estava aumentando, uma presença pulsante e inegável sob meus shorts.

“Você quer açúcar, querido?”

O termo carinhoso me pegou de surpresa.

“Sim, por favor!” Minha voz rachou de nervosismo. Peguei uma almofada e a posicionei estrategicamente no meu colo, esperando esconder a evidência. Talvez ele não notasse.

Quando ele voltou para o quarto, meu coração quase saltou do peito. Ele era absurdamente bonito.

“O que é com a almofada? Você está com calor?” Louis perguntou, franzindo a testa de preocupação. Molhei os lábios, forçando meu olhar para baixo.

“Oh.”

Assim que o pânico ameaçou me dominar, Louis soltou uma risada suave. Sem hesitação, ele arrancou a almofão de mim.

“É por isso que seus amigos não querem te ensinar?”

Assenti, uma onda de vergonha me invadiu. “Ninguém quer ensinar um sapatão.” A confissão finalmente rompeu a barragem, e as lágrimas brotaram, o volume recuando com a liberação da emoção.

“Ei, ei! Não chore!” Louis se aproximou, seu braço envolvendo meus ombros. “Gay ou hétero, você tem potencial. Você melhorou muito hoje. E adivinhe?”

“O quê?”

“Eu era a estrela, e gay.” O aperto de Louis se intensificou em um abraço reconfortante.

Meu telefone vibrou com uma mensagem dos meus amigos. *Filme na minha casa.*

“Eu tenho que ir,” murmurei, me levantando timidamente.

“Mais café para mim, eu acho,” Louis disse, um lampejo de decepção cruzando seu rosto.

“Você pode vir também. Meus amigos adoram grupos grandes,” ofereci, esperando prolongar o momento. Estava começando a sentir algo mais do que apenas atração.

“Eu sou um pouco velho para isso, querido,” ele disse, um sorriso brincalhão puxando seus lábios.

*Querido.*

Um enxame de borboletas explodiu em meu estômago.

“Ei, quer meu número? Podemos agendar sua próxima aula,” Louis perguntou enquanto eu pegava minhas coisas, limpando a testa com minha toalha da sorte.

“Sim, aqui.” Joguei meu telefone para ele.

Eu tinha o número de Louis Tomlinson.