Um Ano Depois

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Um ano havia passado.

No apartamento de Chanda, Annika atendeu o telefone. “Alô!”

“Anky! Como você está?” Era seu irmão, Arnav.

“Estou bem”, mentiu, com a voz cuidadosamente controlada. “E você?”

“Todos nós sentimos muito a sua falta”, disse Arnav.

“Eu também sinto falta de todos vocês”, respondeu Annika suavemente.

“Você está bem? Não parece você mesma. Está chorando?” O tom de Arnav era carregado de preocupação.

“Não, não, eu não estou…” Ela forçou uma risada, sabendo que ele reconheceria a decepção. Sabia que ele entenderia que ela não podia discutir isso por telefone. “Estou apenas… me preparando para ir para casa.”

“O quê? De repente? Você sabe que existe uma ameaça à nossa família, especialmente a você? E você simplesmente diz que está indo para casa?” A voz de Arnav elevou-se em pânico. “Você entende como sua segurança é importante?” Ele lançou um sermão rápido e repreensivo, com a voz cheia de preocupação.

“Bhai, bhai, acalme-se, por favor! Relaxe”, implorou Annaco.

(Sim, era seu irmão, Arnav Raizada.)

“Como posso relaxar? Como posso?” Arnav exigiu.

“Escute, vou voltar apenas por um dia. Vou voar para Udaipur e depois direto para Londres no mesmo dia. Por favor, bhai, por favor!” A voz de Annika era desesperada.

(Os Raizadas viviam em Udaipur, ricos e influentes.)

O tom de Arnav suavizou um pouco. “Tudo bem, mas você voará de avião. Entendido? Sem discussões.” Ele sabia que Annika preferia viajar de trem – um hábito de classe média que o irritava. “E você terá dois guarda-costas com você, entendeu?”

(Irmão possessivo.)

Annika concordou silenciosamente. Sabia que, uma vez que Arnav tinha tomado uma decisão, não havia como mudá- de opinião, nem mesmo para sua amada Dadi, a quem ele respeitava acima de tudo. “Tudo bem, meu irmão possessivo. Vamos lá. Tchau, te amo.”

“Tchau, eu também te amo. Cuide-se.”

A chamada terminou.

Enquanto isso, na mansão Oberoi, tudo parecia sem vida.

No aeroporto, Annika se despediu de Chanda e embarcou em seu voo, com o coração pesado. Ao se acomodar em seu assento, segurou uma fotografia de Shivaay, sussurrando: “Estou indo embora, para sempre.”

Shivaay sentiu como se um pedaço de sua alma tivesse sido arrancado. Annika chegou a Udaipur, encontrou seu motorista e partiu para Londres porque a ameaça a ela e a sua família ainda existia.

Dias se transformaram em meses, meses em um ano. Shivaay e Annika estavam separados há um ano.

Algumas coisas nunca mudam.

Mansão Oberoi. Um homem, impecavelmente vestido com um terno de três peças, estilava meticulosamente seu cabelo. Estava ao telefone, gritando.

“Que diabos! Eu quero esse negócio, eu quero agora! Não me importo o que for preciso, resolva!” Ele jogou o telefone em frustração. Outra chamada havia sido atendida, e outra onda de raiva o invadiu.

(Era Shivaay.)

No salão, uma mulher gritava com Shivaay.

(Algumas coisas nunca mudam.)

“O que está acontecendo, mãe? Por que você está gritando?” Shivaay perguntou.

“Você sabe por quê! Você prometeu encontrá-lo hoje e você esqueceu!” Pinky exclamou.

“Não, mãe, eu lembro. Qual é a pressa?”

“A pressa? Ele sempre está esperando por você, sempre verificando você. Você está fazendo-o esperar!”

Om e Rudra se aproximaram.

“Se ele não quer ir, por que você o força, Choti Maa?” Om perguntou.

Pinky foi interrompida por uma jovem entrando no salão.

“Tudo bem, tia. Deixe eu resolver isso. Não deixe eu causar nenhum problema para você.”

(Falsa preocupação.)

“Om, estou tão feliz em vê-lo, Ragini.” Pinky sorriu.

Ragini se aproximou de Shivaay. “Ei Shivu!” Om e Rudra trocaram olhares de nojo. Shivaay lembrou de Annika. Ela costumava chamá-lo de “Shivu” quando estava feliz, e a memória trouxe uma onda de tristeza. Ele balançou a cabeça.

“Ei, Ragini.” Ele deu um abraço amigável.

“Eu ia dar uma olhada em você, mãe.” Pinky se virou para sair. “Eu vou mandar um café para você.”

Rudy e Om trocaram olhares.

“Eu não sei de onde essa Nagini surgiu na vida de Bhaiya”, murmurou Rudy.

“Eu concordo com você”, respondeu Om, ambos lembrando de Annika.

Em Londres, ao mesmo tempo, uma garota foi perturbada pela luz do sol que entrava pelas cortinas. Seu alarme disparou. Annika gemeu e desligou. Correu para o banheiro e se arrumou rapidamente. Correu para o aeroporto.

Sem prévia.