Um Fim de Semana em Família

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Três. Três.

Meu pai fazia caretas para Angelo, provocando risinhos deliciosos do garotinho. Era uma cena familiar, reconfortante. Quando havia dito aos meus pais que estava grávida há dois anos, eles ficaram radiantes, embora tristes pela ausência do pai de Angelo. "Não se preocupe, minha filha", meu pai havia dito naquela época, "estaremos sempre ao seu lado." Agora, observando-os brincarem juntos, senti um calor familiar me invadir.

"Onde está meu menininho?" minha mãe perguntou, entrando com um prato de biscoitos.

"Olha o que a vovó trouxe para você", ela disse, estendendo um biscoito. Angelo, como de costume, se aproximou lentamente, deixando meu pai fazendo uma carranca divertida.

Angelo sorriu ao aceitar o doce. "Mamãe looook!" ele exclamou, mostrando para mim.

Sorri, juntando seus carrinhos de brinquedo para ele.

"Fique aqui para passar a noite, por favor", meu pai pediu, fazendo beicinho.

"Pai, pare", eu ri.

"Por favor. Eu quero passar mais um tempo com Angelo."

Suspirei e assenti. "Tudo bem."

"Viva!" Ele pegou Angelo no colo e se dirigiu para o quarto dele. A adoração dos meus pais por Angelo era constante, uma corrente alegre que fluía pela nossa família. Eu era grata pelo apoio inabalável deles.

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"Diga ao Sr. D’Cruz que aceitei o acordo", instruí minha assistente pessoal, digitando em meu laptop.

"Ok, Sra. Silver", ela respondeu.

Como esperado, meu telefone vibrou com uma chamada do Sr. D’Cruz. "Bom dia, Sr. D’Cruz", respondi. Ele me cumprimentou calorosamente, então me informou que estava comemorando o acordo finalizado com uma festa no sábado.

"Tudo bem, eu estarei lá", eu disse.

"Ótimo! Te vejo então no sábado", ele respondeu, sua voz transbordando entusiasmo.

Desliguei a chamada e convoquei minha assistente. "Sim, senhora?"

"Coloque minha designer, Trisha, na linha", instruí.

Depois de algumas toques, Trisha atendeu. "Oi Mia! Tudo bem?" ela riu. Nós nos conhecíamos há tempo suficiente para que ela se sentisse confortável usando meu primeiro nome.

"Preciso de um vestido – um longo, sexy", eu disse.

"Quão sexy?" ela perguntou, já pensando em opções.

"Eu não sei… algo marcante. Preciso para sábado." Desliguei, deixando-a cuidar da criação.

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"Bom trabalho", eu disse, satisfeita com a nova apresentação. Levantei-me e saí, minha assistente pessoal me seguindo.

Meu telefone tocou enquanto eu caminhava. Olhei para a tela e vi o nome de Dixon. Revirei os olhos. "O que você quer, Dixon?"

"Você pode pegar algo para comer no caminho de volta?"

"Vá pegar você mesmo", eu retruquei, desligando. Já eram cinco da tarde.

"Angelo? Queridinho?" Eu chamei na casa dos meus pais. Meu pai desceu as escadas com Angelo nos ombros.

"Mamãe!" Angelo gritou, estendendo os braços para mim.

"Devagar, garotinho. Você não quer cair", meu pai riu.

Peguei Angelo dos ombros dele, e ele sorriu.

"Awn, meu amor, a mamãe sentiu sua falta", eu disse, beijando sua bochecha rechonchuda.

"Mamãe não", ele fez beicinho, se debatendo em meus braços.

"Olha a atitude dele", eu disse, colocando a mão no coração.

Meu pai apenas riu e me beijou na testa. "Venha visitar em breve. Já sinto falta do meu menininho", ele disse suavemente.

"Eu vou, pai", eu ri.

Saí para fora, e Gino, meu motorista, abriu a porta.

"Obrigada, Gino", eu disse, sorrindo.

Ele parecia surpreso, então sorriu de volta.

"De nada, senhorita."

No caminho para casa, Angelo adormeceu em meus braços. Acariciei sua bochecha e beijei sua testa. "Meu mundo", eu sussurrei baixinho.