Um Acordo de Aniversário

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Eu : Branco

Eu : Branco

O fanfic existia apenas em humor e tom emprestados de *Cinquenta Tons de Cinza*. Os personagens eram retirados do Universo Cinematográfico Marvel, mas a história visava uma borda mais escura e séria do que meu trabalho anterior. E, como sempre, lembre-se: você é de tirar o fôlego. (Seu nome = (Y/n) Sobrenome = (L/n).)

. . .

Eu gosto do olhar assombrado nos olhos dos vilões. A maneira como eles tecem mentiras com suas bocas.

. . .

Você estava sentada sozinha na casa, a chuva chicoteando contra as janelas. O trovão sacudia a estrutura, amplificando a solidão. Você olhava para o relógio na parede, contando os segundos para a meia-noite. A lareira oferecia um calor medíocre, um desafio cintilante contra o frio.

Finalmente, a hora chegou. Você acendeu um fósforo, segurou-o contra o pavio de um único cupcake com vela e fechou os olhos. Um desejo se formou em seus lábios.

Antes que pudesse pronunciá-lo, uma batida na porta te assustou. Congelou você por um momento. Nunca ninguém visitava (Y/n) (L/n). Nunca.

Lentamente, você caminhou até a porta, sua mão tremendo enquanto girava a maçaneta. Jason estava na varanda, encharcado até os ossos.

“Jason?” você respirou, descrença lutando contra um lampejo de esperança. Você não o via há meses.

Ele parecia pálido, exausto, hematomas florescendo sob sua pele. Ele havia passado por um inferno.

“Irmã”, ele sussurrou, sua voz rouca. Você olhou em seus olhos, então um sorriso finalmente tocou seus lábios pela primeira vez em semanas.

“Obrigada por ter vindo”, você disse, deixando-o entrar. Ele pingava água no chão. Você fechou a porta atrás dele. “Você realmente se lembrou do meu aniversário.”

Ele se virou para olhar para você, sua expressão ilegível. Você encontrou seu olhar, e o sorriso vacilou.

“É o seu aniversário?” ele perguntou, sua voz plana.

“O que você quer, Jason?” você retrucou, cortando a pretensão.

Ele afundou em uma cadeira, as mãos cruzadas sobre as têmporas. Era um ato, você suspeitava, projetado para projetar impotência. Mas ele estava em apuros, inegavelmente.

“Eu preciso de dinheiro.”

“Você sempre precisa. Jason, você desapareceu por meses. Sem despedida, sem ligação. Você poderia ter morrossos, e sua irmã não saberia.” As palavras jorraram, carregadas de desespero.

“Eu sinto muito. Estou tentando resolver isso.”

“Dando o fora da escola, usando drogas e jogando em cassinos?”

“Eu não queria que fosse assim!” Ele se levantou, gritando com você.

“Nossa mãe ainda está no hospital! Estou trabalhando até morrer para mantê-la viva, mesmo que ela nunca acorde, e estou tentando impedir que *você* se afunde!” Você gritou de volta, sua voz rachando de fúria. O som ecoou na sala, mais alto que o trovão.

Jason queria protestar, alegar que não era culpa dele, mas não encontrou mentira para justificar sua bagunça. Ele permaneceu em silêncio.

Você caminhou até a lareira, olhando para as chamas. Mesmo agora, ele ainda era seu irmão.

“Quanto?” você perguntou, sua voz contida.

“Vinte mil dólares.”

A resposta pareceu um soco no estômago. Como você poderia dar conta de uma quantia dessas, com tudo mais acontecendo?

“Por favor, (Y/n). Eles vão me matar se eu não conseguir o dinheiro.” Ele implorou.

Você não disse nada. Mas ele sabia que estava contando com você. Ele se virou e voltou para fora, para a tempestade.

Silenciosamente, em meio ao trovão, você sussurrou para si mesma.

“Feliz aniversário, (Y/n).”

. . .

Seu POV:

“(Y/n). O diretor quer ver você.”

As palavras do colega de classe te distraíram de seus pensamentos. Você se levantou, notando os olhares que a seguiriam. Todos notavam tudo sobre você, sempre. Eles fofocavam pelas costas, mas você há muito havia parado de se importar.

Um nó de medo se apertou em seu estômago. Você tinha feito algo errado, não era? Você tentou manter o rosto neutro enquanto caminhava para o escritório do diretor.

“(Y/n). Entre. Sente-se”, ele disse assim que te viu. Ele estava esperando. Ele parecia sombrio.

“Tem algum problema?” você perguntou.

“Infelizmente, sim. Sua bolsa de estudos…”

“Minha bolsa de estudos?”

“Não podemos continuar a fornecê-la.”

Você forçou um sorriso, sabendo que era um gesto vazio. Ele estava falando sério.

“Por quê?” você perguntou, sua voz rachando. “Eu não entendo. Minhas notas são boas. Eu passei em todos os testes. E—”

“Você tem estado ausente com frequência e faltado às aulas.”

“Eu preciso de tempo para meu trabalho de meio período. Como mais eu vou pagar as contas?”

“Eu entendo suas dificuldades. Eu realmente entendo. Mas existem regras. Eu não posso aprovar uma bolsa de estudos se você não as seguir, mesmo que eu queira.”

“…”

Você sentiu uma onda de impotência te invadir. Não havia nada que você pudesse dizer para mudar a mente dele. Você ficou em silêncio.

“Se você não puder nos pagar…” Ele fez uma pausa, seu olhar inabalável. “Você terá que sair.”

“Eu entendo”, você respondeu, as palavras com gosto de cinza. Você se levantou sem encontrar seu olhar e saiu.

Como você poderia equilibrar tudo? As contas do hospital, a dívida de Jason, sua educação, até o jantar de hoje à noite.

O sino tocou, liberando uma enxurrada de alunos. O dia deles havia acabado, mas o seu estava apenas começando.

Você voltou para sua sala de aula, pegou sua bolsa e se dirigiu ao Caulfield Bar and Grill.

Quanto tempo você estava trabalhando lá? Quase um ano, você adivinhou. Era um lugar decente para um estudante do ensino médio ganhar algum dinheiro. Você só precisava pegar pedidos e servir bebidas.

Você estava atrasada, de novo. Você se apressou pela porta, encontrando as outras garçonetes já se preparando para o turno da noite.

Elas te olharam, e você podia sentir o julgamento delas. Você sabia que elas falavam sobre você, também.

Charlene, a líder não oficial, com seu cabelo loiro trançado e lábios vermelhos brilhantes, lançou um sorriso açucarado.

“Desculpe”, você disse, sabendo que todos sabiam que eu estava falando sobre estar atrasada.

“Conte isso para Harrison”, ela disse, seu tom carregado de sarcasmo.

Você caminhou para o fundo, para o pequeno escritório de Harrison. Ele estava sentado em sua mesa, como sempre.

“Oi, estou atrasada de novo. Sinto muito”, você disse.

Ele sorriu quando te viu, um calor que parecia fora do lugar. Sua energia parecia diferente hoje.

“Eu tenho um presente para você”, ele disse, estendendo um pequeno pacote embrulhado. Ele caminhou até você. “Feliz aniversário.”

“Oh… você não precisava”, você disse, surpresa. Harrison sempre se esforçava para ser gentil. Gentil demais, talvez.

Ele te entregou um delicado colar de avião de papel. Era perfeito, exatamente o estilo que você amava. Ele sempre parecia saber o que você queria, mesmo antes de você.

“Pegue. Agora vá se trocar”, ele disse, seu sorriso inabalável.

Você foi para o banheiro, colocou o colar e respirou fundo. Você tinha que ser forte, trabalhar ainda mais duro.

“Feliz aniversário”, Charlene disse, sua voz carregada de uma malícia mal disfarçada.

“Obrigada”, você respondeu, ignorando a maneira como ela te olhou.

“Harrison te deu isso?” ela perguntou, seu tom acusador.

“Sim.”

Ela não respondeu. Você ouviu as outras garçonetes sussurrando, suas vozes cheias de inveja.

“Eu ouvi que sua escola cancelou sua bolsa de estudos.”

Você parou de limpar uma mesa. “Como você sabe?”

“Os rumores viajam rápido. Eu tenho amigos na sua escola. De qualquer forma, me avise se precisar de alguma coisa.”

Você queria que ela fechasse a boca.

“Obrigada.”

“Oh! Eu ouvi que a Parker Industries está oferecendo uma bolsa de estudos este ano. Você pode simplesmente entrar na empresa deles e pedir uma. Se suas notas forem boas o suficiente.”

Pela primeira vez, você estava genuinamente interessada em algo que Charlene havia dito. “Parker Industries?”

“Sim. A torre do Homem-Aranha, sabe?” Ela sorriu, então se afastou, deixando todos a encarar.

Se havia uma chance de sair dessa confusão, você tinha que aproveitá-la. Você não queria abandonar a escola, desistir do seu futuro.

“Harrison?” você perguntou, caminhando até ele horas depois.

“Posso tirar amanhã de folga?”

“Claro.”

Você odiava como ele sempre cedia tão facilmente. Você se sentia uma funcionária terrível.

“Posso perguntar por quê?”

“Eu… hum, a escola cancelou minha bolsa de estudos. Eu preciso encontrar outra maneira.”

“Eu posso pagar suas taxas escolares.”

“Não se preocupe”, você disse, e caminhou até Charlene. Eles estavam falando sobre você novamente, como sempre. Assim que te viram, eles se encolheram.

“Oh! (Y/n)” Charlene disse.

“Parker Industries. Eles realmente estão abertos a bolsas de estudos?”

“Oh! Sim! Claro. Entre lá, peça as informações e espere pela resposta deles.”

“Ok. Obrigada.” Você se afastou, planejando seu dia de amanhã. Mal sabia ela que Charlene havia dito algo que viraria sua vida de cabeça para baixo.

“Imagine a cara dela quando eles contarem a qual bolsa de estudos ela está falando.”

As garçonetes riram. Claro, não havia nenhuma bolsa de estudos na Parker Industries. Era apenas outra pegadinha. Mas elas não sabiam que minha vida viraria de cabeça para baixo depois daquele dia.