A Canção Diária

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Jeongguk murmurava junto à melodia, um ritmo suave entrelaçado ao calor acolhedor de sua cafeteria favorita. Um pequeno sorriso genuíno tocou seus lábios. Recentemente, ele havia entregado uma lista de sugestões de músicas à caixa, e ela a abraçara com surpreendente entusiasmo. Ele simplesmente se cansara das músicas de piano insípidas e repetitivas que pareciam embalar os clientes em uma névoa sonolenta. Nem sequer era música clássica *boa*; era um loop genérico, um papel de parede sonoro.

Ele não havia previsto que a caixa passasse sua lista ao gerente.

Na próxima vez que o visitou, o ar vibrava com uma energia diferente – uma canção diária de Hwang Chi-yeul. A mesma caixa o reconheceu, seus olhos brilhando de gratidão. Ela havia compartilhado a lista com seu gerente, que a colocou em prática. Ela até mencionou que um cliente havia comentado sobre a música revigorante alguns dias antes.

O sorriso de Jeongguk se prolongou enquanto esboçava os cestos de plantas pendurados, sua atenção totalmente absorvida. Ele não havia notado alguém se aproximando até que uma cadeira raspou no chão de mármore, anunciando uma presença.

Ele olhou para cima e viu um jovem, talvez um ou dois anos mais velho, puxando uma cadeira e se acomodando no espaço geralmente vazio. Um sorriso sutil brincava em seus lábios.

Sem reação, como de costume, Jeonggst retornou ao seu sketchbook, seu foco se restabelecendo.

“Ouvi dizer que foi você quem mudou a música aqui”, disse o homem, sua voz um murmúrio baixo. “Você tem bom gosto.”

Sem olhar para cima, Jeongguk ofereceu um “Obrigado” silencioso.

“Você não vai perguntar por que estou sentado aqui?” O homem fez uma pausa, observando Jeongguk desenhar.

“Preciso?” Jeongguk respondeu, o olhar fixo nas folhas e cipós.

“Acho que não. Vou te dizer de qualquer forma, mas apenas uma vez. Anote tudo naquele pequeno caderno de esboços.” Ele gesticou para o livro com um leve movimento da cabeça, que Jeongguk não havia notado enquanto ainda estava concentrado em seu desenho.

“Nome completo, Kim Taehyung. Amigos me chamam de Tae. Vinte e dois anos. Mestre em ramyun. Interessado em música, café e você. Número de telefone, xx-x-xxx-xxxx. Espero que tenha anotado tudo.”

Jeongguk finalmente levantou o olhar, encontrando os olhos de Taehyung. “Desculpe, você disse alguma coisa?”

Taehyung riu suavemente, levantando-se do assento. “Até mais.”

Jeongguk observou-o partir, caminhando na direção oposta à sua rota habitual. Seu olhar seguiu Taehyung até ele desaparecer na esquina, então voltou para seu caderno de esboços.

Ao lado das plantas delicadas, ele rabiscou notas em uma caligrafia cursiva e elegante:

Kim Taehyung, vinte e dois anos. Gosta de ramyun e café. Bom gosto musical. Bonito. xx-x-xxx-xxxx. Precisa fazer um esboço. Paleta de cores - Marrom - Azul - Dourado.

Um sorriso tênue tocou seus lábios, lembrando como sua mão havia se movido quase independentemente, compelida a registrar os detalhes. Parecia uma rebelião silenciosa contra a página em branco.

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