O Acordo

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Jeongguk prendeu a respiração, esperando que alguém atendesse. Finalmente, uma voz grave crepitou na linha.

“Alô? Quem é?”

“Sim, alô. Meu nome é Jeongguk. Gostaria de pedir uma pizza média, metade queijo, e a out–” Ele parou no meio da frase, uma risada irrompendo do outro lado.

“Engraçado. Não pensei que você ligaria.”

“Desculpe”, disse Jeongguk, um rubor subindo pelo pescoço. “Deve ser erro de número. Adeus.”

Antes que pudesse tocar no botão vermelho para encerrar a chamada, o homem disse: “Espere.”

“Amanhã, 1h30, mesmo lugar, mesma mesa.” Taehyung desligou antes que Jeongguk pudesse responder, deixando-o olhando para o telefone.

*Ele realmente espera que eu vá?* Jeongguk se perguntou, uma estranha sensação borbulhando em seu peito. Para sua própria surpresa, ele se viu indo para a cafeteria no dia seguinte.

Ele não sabia *por que* tinha ido, nem sequer por que tinha ligado para marcar. E ali estava ele, em frente à vitrine, seu relógio marcando 1h29.

O aroma de grãos de café torrados o atingiu quando ele entrou, um cheiro reconfortante que parecia estar voltando para casa. Ele olhou ao redor, procurando por Taehyung, mas não o viu em lugar nenhum. *Talvez ele estivesse brincando.*

“Que bobagem, você é um tolo por ter vindo”, repreendeu-se Jeongguk.

Já que estava ali, ele podia muito bem pedir um café. A fila não existia, então ele se aproximou da caixa, a mesma mulher que havia feito seu pedido da última vez. Ela ofereceu um sorriso caloroso. “Posso ajudar?”

“Um caffè latte comum, por favor”, disse Jeongguk, alcançando a carteira. Antes que pudesse pegar qualquer nota, uma voz se juntou atrás dele.

“E um flat white, do mesmo tamanho”, acrescentou Taehyung, deslizando seu cartão de crédito sobre o balcão.

Jeongguk se virou, encontrando o olhar de Taehyung por um breve momento antes de voltar para o caixa. Ele caminhou até a mesa que eles haviam ocupado durante o encontro anterior.

Ele tinha vindo, afinal.

Taehyung não esperava que Jeongguk realmente aparecesse. Uma pequena parte esperançosa dele sabia que ele viria, mas não se atreveu a admitir isso.

Suas bebidas foram preparadas. Taehyung pegou as duas xícaras, colocando a de Jeongguk na frente dele.

Ele encontrou o garoto rabiscando em um pequeno caderno, completamente absorvido em seu trabalho, ignorando a xícara fumegante ao lado de sua mão.

Puxar a cadeira pareceu chamar a atenção de Jeongguk, espelhando seu primeiro encontro.

Jeongguk pegou a bebida, murmurando um “Obrigado” silencioso antes de dar um longo gole.

“Eu esperava que você gritasse comigo mais cedo”, disse Taehyung, observando a reação de Jeongguk.

“O quê?”

“Quando eu paguei. Eu pensei que você me daria um discurso sobre como você podia cuidar de si mesmo, que não precisava de um estranho pagando por você.”

“Você não é um estranho, e eu nunca diria não a nada de graça,” Jeongguk respondeu, voltando aos seus esboços."

“Que bom ouvir que não sou um estranho.”

O resto do tempo foi gasto em um silêncio confortável. Taehyung perguntou o que ele estava desenhando, e Jeongguk respondeu com uma única palavra.

—•

Oi.

É ramen, ramyeon ou ramyun?

Eu gosto da forma como ramyun é escrito, então vou ficar com isso.

Tchau <3