Capítulo Dois

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O eco de passos no corredor estéril do tribunal saltou dos pisos frios de mármore, cada passo ressoando como um relógio. Elias Thorne andou com propósito, seus sapatos clicando bruscamente contra a superfície polida, pasta balançando ao seu lado. O cheiro de pergaminho antigo e desinfetante pendurou pesado no ar, um cheiro familiar de incontáveis horas passadas dentro dessas paredes.

Um flashback flutuou através de sua mente – ele mesmo quando jovem, correndo esses mesmos salões com Sera Rossi, seu riso ecoando, livre e sem carga. Ele balançou a cabeça, dissipando a memória. O passado era um fantasma que ele não podia se dar ao luxo de perseguir agora.

De repente, uma figura surgiu à frente, tropeçando um pouco enquanto virava um canto. O coração de Elias tremeu. A mulher tinha a construção de Sera, seu cabelo escuro em cascata nas costas em ondas soltas. Por um momento, o tempo parou. Então, com um soluço, ele a reconheceu: Sera si mesma.

Elias congelou, seu aperto apertando sua pasta até que seus dedos ficaram brancos. Seu pulso se acelerou, e um brilho de suor irrompeu em sua testa. Os anos se derreteu, e ele tinha dezessete anos novamente, de pé neste mesmo tribunal, prometendo a Sera o mundo. Ele lutou contra o desejo de virar e fugir, para escapar do peso de seu olhar.

Sera parou abruptamente quando o viu, com os olhos bem abertos com uma mistura de medo e desespero. Ela apertou uma mão trêmula em seu peito, respirando pouco. Elias podia ver o pânico em cada movimento dela um contraste gritante com a garota despreocupada que ele já conheceu.

"Elias", ela sussurrou, sua voz mal audível sobre o zumbido distante do tribunal. Seus olhos saltaram nervosamente ao redor do corredor, como se esperasse perigo a qualquer momento.

Elias forçou-se a seguir em frente, seus passos medidos e deliberados. "Sera", ele conseguiu, sua voz firme, apesar da turbulência dentro dele. "O que você está fazendo aqui?"

Ela se inclinou em seu tom, seus ombros batendo um pouco. "Eu... eu não planejei isso", ela gaguejou. "Elias, eles estão atrás da minha família. Eles sabem sobre -" Ela se cortou, mordendo o lábio.

Ele deu um passo mais perto, com a voz baixa e urgente. "Quem anda atrás da tua família, Sera?"

Seus olhos cintilavam para algo atrás dele, e Elias virou-se para ver dois homens de ternos escuros em pé no final do corredor. Suas posturas estavam relaxadas, quase casuais, mas havia uma corrente de ameaça em seus olhares. Membros da gangue, ele percebeu com um sentimento de afundamento.

Os instintos de Elias entraram em ação – uma mistura de desapego legal e raiva protetora. “Saia daqui, Sera”, ele disse bruscamente. “Eu vou lidar com isso.”

Os olhos de Sera se alargavam em alarme. "Não, Elias, você não entende..."

Ele cortou-a, a sua voz firme. "Vá. Agora." Ele virou-se para enfrentar os homens, a sua posição defensiva.

O mais alto dos dois deu um passo à frente, um sorriso cruel tocando nos cantos de sua boca. "Sr. Thorne", ele cumprimentou, sua voz suave e ameaçadora. "Estávamos apenas tendo uma pequena conversa com seu amigo aqui."

O controle de Elias sobre sua pasta apertou ainda mais. "Tenho certeza que você estava", ele respondeu friamente. "Mas eu acho que o bate-papo acabou agora."

O sorriso do homem não vacilou. "Oh, está longe de acabar. Seu amigo tem algo que queremos." Ele olhou para Sera, que ficou congelado atrás de Elias.

Elias sentiu uma onda de raiva protetora. "E o que poderia ser isso?", ele exigiu, sua voz firme, apesar da tempestade que se alastra dentro dele.

"Informação", o homem respondeu vagamente. "Mas você pode nos ajudar, Sr. Thorne. Torne isso fácil para todos."

A respiração de Sera engasgou atrás dele, e Elias podia sentir seu medo como uma força tangível. Ele respirou fundo, sua mente correndo. Ele não podia deixá-los tomar Sera - ele não iria.

"Você está cometendo um erro", ele disse calmamente. "Eu sou um advogado. Você não quer ameaçar a mim ou aos meus clientes."

O homem riu, um som baixo e sinistro. "Clientes, ela já não é cliente teu, Thorne.

Elias sentiu uma dor no peito, mas manteve sua expressão neutra. "Saia daqui, Sera", ele disse sobre o ombro. "Eu falo sério."

Sera hesitou por um momento antes de passar por ele, seus passos ecoando pelo corredor. Elias a observou ir, alívio lavando-o brevemente antes de voltar para enfrentar os homens.

O sorriso do mais alto desapareceu, substituído por um brilho forte. "Você acha que pode protegê-la?" ele zombou. "Ela nos deve. E você também."

Elias encontrou seu olhar firme. "Eu não devo nada a ninguém", ele respondeu calmamente. "Especialmente não bandidos de baixa vida como você."

A expressão do homem escureceu, mas Elias segurou o chão. Ele não estava recuando - não agora, nunca.

"Considere este o seu primeiro aviso", o homem rosnou antes de virar o calcanhar e se afastar, seu companheiro seguindo de perto para trás.

Elias ficou lá por um momento, com o coração batendo no peito. Então ele se virou e caminhou rapidamente na direção oposta, sua mente correndo com perguntas e medos. As palavras de Sera ecoaram em sua cabeça: "Eles estão atrás da minha família."

Ele encontrou uma sala de conferências vazia e entrou, fechando a porta atrás dele. Suas mãos apertaram quando ele puxou seu telefone, percorrendo seus contatos até que ele encontrou um nome - um velho amigo da faculdade de direito que lhe devia um favor.

"Alex", disse ele quando a chamada ligou. "Preciso da tua ajuda."