Capturada

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O garoto me carregou, no estilo nupcial, em direção a uma estrutura que cheirava a lobo. O cheiro de inúmeros outros pressionados, grossos e selvagens. Ele me empurrou para uma cela - um espaço escuro, com paredes de pedra - e eu finalmente sucumbi às lágrimas. Um grito da minha garganta. Eu tinha ouvido histórias, sussurradas com medo em torno de nossas fogueiras. Outros alfas, outros betas... Eles eram brutais. Separaram pacotes mais fracos, pegaram o que queriam. Minha mochila estava segura, mas eles não estavam. Os guardas recuaram, me deixando em paz. Pânico cravado no meu peito. "Sem alfa, sem beta," eu repeti, mãos rasgando meu cabelo. "Sem alfa, sem beta." Isso não poderia estar acontecendo. Quando os guardas finalmente voltaram, eu engasguei de volta os soluços, engoli-os até que queimassem. Chorei em silêncio, entorpecido de pavor. O que fariam comigo?

– Pov Martinus –

"Nós temos um patife," Jacob ligado à mente. "Grey, ela-lobo."

"Traga-a para as celas", eu respondi. "Vou descer em um minuto com Marcus."

Eles sempre conseguiram passar, precisávamos de mais guardas..

"Isso é difícil, Alpha," Marcus respondeu. "Se os guardas forem embora, ela grita. "Sem alfa, sem beta," mais e mais. Se eles voltarem, ela fica em silêncio."

"Eu não me importo, eu vou lá embaixo."

"Ok, Alpha, te vejo lá, uma coisa... ela não cheira como os bandidos recentes."

"Weird", eu admiti, cortando o link. "Mas ninguém pisa na minha terra sem uma resposta."

Eu me dirigi para as celas, pegando Marcus, meu irmão, mas o mais importante, meu melhor amigo, ao longo do caminho. Entramos nas celas... e o cheiro me atingiu. Um cheiro familiar, doentiamente doce. Eu sabia exatamente o que era..

Eu o segui, ignorando as perguntas de Marcus. O cheiro ficou mais forte, me puxando em direção a um canto. Ali, enrolada em uma bola, sentou-se uma garota. Sua pele estava pálida, quase translúcida. Ela era esquelética, suas costelas pressionando contra seu quadro fino. Ela estava sussurrando para si mesma, sua voz um fio quebrado..

"Meu," eu rosnei, o instinto possessivo subindo dentro de mim..