(Perspectiva de Kim Taehyung)
O clique rítmico da minha caneta contra o mogno polido da minha mesa foi o único som que quebrou o zumbido silencioso do escritório. Eu estava revisando os relatórios trimestrais, uma tarefa tediosa tornada suportável apenas pela eficiência dos dados..
"Entre", eu disse, sem olhar para cima.
Minha secretária, Sra. Lee, entrou, sua expressão compôs. "Sr. Jeon pede para falar com você, senhor. Ele indicou que era urgente."
Jeon Jungkook. O nome sempre trouxe um aperto no meu peito, uma mistura familiar de frustração e... outra coisa que eu me recusei a reconhecer. Ele tinha um talento para exigir atenção nos momentos menos oportunos. Eu suspirei, esfregando a ponte do meu nariz.
"Envie-o para dentro", eu disse, ajustando o ângulo da minha cadeira.
Jungkook e eu compartilhamos uma história que se estendeu por quase duas décadas. Nós crescemos juntos, nossas famílias se entrelaçaram através dos negócios que nossos pais haviam construído. Nós estivemos perto, uma vez. Mas a inevitável luta de poder que se seguiu herdar essas empresas tinha levado uma cunha entre nós, transformando-nos em rivais.
A porta se abriu alguns segundos depois, e Jungkook entrou no escritório, irradiando uma fúria palpável..
"O que você quer?" Eu perguntei, mantendo meu nível de voz.
Ele olhou para mim, com o queixo apertado. "Não brinque, Kim. Como você se atreve a me humilhar na televisão ao vivo? O público pode rir, mas eu estou genuinamente ofendido."
Eu estava ficando cansado de sua teatralidade. "É por isso que você invadiu meu escritório para perder meu tempo?"
Ele soltou um gemido gutural, e eu instintivamente procurei os documentos na minha mesa..
"Foda-se, Kim," ele cuspiu, com a voz cheia de veneno. "Não me ignore quando estou falando com você!"
Uma dor de cabeça latejada atrás dos meus olhos. Suas explosões foram exaustivas. "Estou pedindo para você sair. Não tenho tempo para perder ouvindo você gritar."
Ele se humilhou, com o peito cheio de raiva. "Seu maldito idiota!" Ele bateu a porta fechada quando ele saiu, deixando-me sozinho com o zumbido nos meus ouvidos..
Por que ele sempre precisou ser tão volátil? Eu me perguntei, como o telefone na minha mesa zumbiu. Eu olhei para a identificação do chamador..
Peguei o receptor. "Sim, mãe?"
"Hun, seu pai e eu precisamos vê-lo.
"Estou a caminho, Eomma," eu respondi, um nó de apreensão apertando meu estômago..