O Aviso da Alcateia

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O cheiro de agulhas de pinheiro e terra úmida agarrou-se a Y/N enquanto ela corria pela floresta. Aos dez anos, ela já era conhecida como a lutadora mais qualificada da matilha, uma reputação conquistada através de treinamento implacável. Seu tio, Alpha Kael, era um líder severo, mas capaz, capaz de ternura apesar de seu comportamento rígido. Sua companheira, Luna Lyra, era uma fonte constante de conforto para Y/N e seu irmão, Mason, desde que passavam.

"Mason, você está vindo?" Y / N chamou, sua voz atada com preocupação.

"Vem!", ele respondeu, seu tom ecoando através das árvores.

Eles estavam no fundo da floresta, desfrutando de um raro momento de brincadeira despreocupada. Mas o cheiro mudou, tornando-se mais nítido, mais acre. As narinas de Y / N acenderam, atraindo o odor desconhecido.

"Mason", disse ela, sua voz se manchou de preocupação, "eu cheiro algo... errado."

Ele cheirava o ar, espelhando sua preocupação. “Eu sinto o cheiro também.”

Instinto assumiu. Eles entraram em um sprint, correndo de volta para as terras da matilha. Seu ritmo se acelerou em uma corrida desesperada, adrenalina bombeando através de suas veias.

"Rouges!" Y / N gritou, sua voz crua com urgência. "Rouges!" Mason ecoou, sua voz se juntando a dela em um aviso desesperado.

A matilha entrou em prontidão. Lobos mudaram para suas posições de batalha, hackles levantados, olhos brilhando com determinação feroz. O ar rachado com tensão.

“Y/N!” A voz de Luna Lyra cortou o caos. Y/N virou-se para ver sua tia, Lyra, cambaleando para a frente, uma mancha carmesim florescendo em seu flanco. Sangue encharcou sua pele, enfraquecendo suas pernas.

"Luna!" Y / N gritou, seu coração pulando em sua garganta.

“Corra,” Lyra rasped, sua voz tensa da dor. “Tanto quanto você pode. Mude se você deve. Apenas corra!”

"Eu não vou deixar você!" Y/N protestou, suas patas cavando na terra.

"Como sua Luna, eu * ordeno * que você corra!" Lyra ordenou, sua voz amarrada com autoridade. "Agora!"

O peso de seu comando era inegável. Y / N, ligada por sua lealdade e respeito, obedeceu. Ela se virou e fugiu, suas patas batendo contra o chão da floresta. Ela correu por sua vida, abandonando tudo o que sabia.

Ela correu, impulsionada pelo medo e obediência. Ela conhecia apenas a vida de uma lutadora, de proteger sua matilha. Este mundo, aquele em que ela agora estava fugindo, era desconhecido. Ela não entendia o que estava por vir, o que estava além das árvores. Ela correu, uma criança aterrorizada com o coração de um guerreiro, perdida em um mundo que ela não sabia que existia.