Primeiro Encontro

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O pai de Kaida chamou do andar de baixo: “Kaida, querida, venha aqui!” A menina de oito anos desceu correndo as escadas e foi direto para seus braços, sua risada borbulhando enquanto ele a pegava. “Pai!”

“Olá, minha pequena Viking,” ele riu, segurando-a com segurança. “Tenho alguém para você conhecer.”

As sobrancelhas de Kaida se franziram em apreensão. “Mas eu não sou boa com pessoas!”

“Não se preocupe, Kaida, vai ficar tudo bem. Tenho a sensação de que você vai gostar dessa pessoa.” O pai a carregou para fora da casa, e a curiosidade da menina foi despertada.

Uma névoa de expectativa se instalou sobre Kaida. Ela se perguntou quem seria essa pessoa, alguém que seu pai acreditava que ela se conectaria. O sol da tarde aquecia suas bochechas enquanto caminhavam pelo pátio, o cheiro de pinho e terra molhada pairando no ar.

Eles entraram no Grande Salão, aproximando-se do Chefe Stoick.

O reconhecimento surgiu em Kaida. Seu pai pretendia apresentá-la ao filho de Stoick.

“Olá, Stoick,” seu pai cumprimentou. Stoick se virou, seu olhar caloroso. “Aron, olá! E esta deve ser Kaida.” Ele olhou para ela, e Kaida instintivamente escondeu o rosto nas roupas do pai. O tecido áspero do casaco de Stoick tinha um cheiro familiar de couro e fumaça.

“Ela é tímida, mas muito gentil,” Aron disse, sua voz carregada de afeto. “Hiccup é exatamente como ela. Diga olá, Hiccup,” Stoick incentivou. Kaida notou um menino pequeno escondido atrás de seu pai, olhos esmeralda arregalados de apreensão. Seu cabelo era castanho, salpicado de sardas. Ele parecia tão frágil e hesitante quanto um passarinho ferido.

Aron gentilmente baixou Kaida para o chão, e Hiccup deu um passo à frente. “H-oi,” ele murmurou timidamente, as bochechas corando. Kaida nervosamente torceu o tecido da manga de sua blusa, sentindo o calor de suas mãos. “Oi,” ela respondeu baixinho, quase inaudível. Ambos os pais riram e taparam as cabeças de seus filhos. “Não precisa ficar nervosos, vocês dois. Brinquem com cuidado. Voltaremos mais tarde,” Stoick disse, antes de se afastar com Aron, deixando um silêncio carregado de expectativa no ar.

Eles foram deixados sozinhos no Grande Salão. O chão de pedra fria sob seus pés, o eco distante das vozes dos adultos.

Um silêncio constrangedor pairou entre eles.

“Então…” Hiccup começou, lançando um olhar para Kaida. Ela olhou de volta para ele, seu coração batendo forte no peito. “Eu sou Hiccup, mesmo que você já saiba disso,” ele acrescentou com um sorriso hesitante, mostrando os dentes pequenos e irregulares.

“E eu sou Kaida,” ela respondeu, sua voz mal acima de um sussurro. O aroma de madeira e couro do Grande Salão era forte, misturado com o cheiro de fumaça de fogueiras distantes.

Ele sorriu, um calor genuíno se espalhando em seu rosto. “Kaida. Tenho a sensação de que vamos ser os melhores amigos.”

E assim foram. Uma ligação inabalável se formou entre eles naquele dia. Nada, parecia, poderia jamais separá-los. O sol da tarde banhava o Grande Salão em tons dourados, enquanto duas crianças hesitantes se encontravam, sem saber que suas vidas estavam para sempre entrelaçadas.