Minha mãe diz que sou péssima em matemática, então aqui estou eu. Nesta escola. Entrei no prédio, esperando que alguém, *algo* acontecesse. Decidi esperar na sala de aula, espreitando pelas portas duplas azuis marcadas com o número “99”. Entrei, encontrando o cômodo vazio. “Esta escola realmente parece movimentada”, pensei, ironicamente. Escolhi uma carteira aleatória e deixei minha mochila cair. Acima dela, rabiscado no quadro negro, estava “Matemática = Matemática Matemática Matemática…”
Isso vai ser interessante. Cinco minutos se arrastaram, e o cansaço venceu. Eu sabia que não devia, mas estava exausta, então adormeci.
*O sino toca*
Acordei sobressaltada, agitando meus braços descontroladamente. A porta rangeu atrás de mim, revelando um homem alto de jeans azuis e um suéter verde. Ele também era careca. Colocou uma pilha de livros de matemática sobre a mesa do professor.
“Da próxima vez, *não* durma na minha aula, ou então…” Ele ameaçou. Mantive uma expressão impassível.
Ele pigarreou e começou a se apresentar. “Eu sou o Sr. Baldi, e hoje você vai aprender o básico, começando com a matéria favorita de todos, matemáticaaa.”
Uf. Eu sou a única aluna aqui. Devo chamar o FBI?
Baldi começou a escrever problemas no quadro negro. “Responda às três perguntas corretamente e talvez ganhe algo especial. Levante a mão quando achar que tem a resposta certa. Não seja tímida. Estou sempre disposto a ajudar se você ficar presa, mas tenho certeza de que consegue responder a estas sem minha ajuda.”
O quadro negro dizia:
3 + 5 = 0 - 2 = 7 - 7 =
Lentamente, levantei a mão. “U-hum, senhor? É oito, menos dois e zero.”
“Ótimo! Isso mesmo!” O Sr. Baldi sorriu, como se eu fosse esperta demais para esta escola.
“Você se saiu muito bem. Aqui está seu prêmio, como prometido.” Ele se aproximou da minha carteira, entregando-me um brilhante moeda de vinte e cinco centavos.
“Isso é incrível! Sempre quis uma moeda de vinte e cinco centavos. Obrigado, Baldi!”
Sua expressão mudou para uma leve carranca. “Não me chame assim. Sou um professor. Me chame de Sr. Baldi…” disse ele com uma voz estranhamente monótona.
“Além disso, continue com o bom trabalho, ou me veja depois da aula. Não se atrase para amanhã. Haverá mais questões de matemática esperando por você.” Ele dispensou a classe. O sino tocou, e eu sabia que era hora de ir. Não sei por que, mas este professor parecia… estranho. Uma sensação fria me percorreu a espinha, como se algo de errado estivesse acontecendo, algo que eu não conseguia decifrar. O brilho da moeda de vinte e cinco centavos na minha mão parecia, de repente, um pouco ameaçador. Eu apertava a mochila contra o peito, sentindo o peso dos livros, e a sombra do Sr. Baldi parecia se estender pela sala vazia, pairando sobre mim mesmo depois que ele se afastou. Eu precisava observar este homem mais de perto.