*beep beep beep*
Acordei sobressaltada pelo toque insistente do meu despertador. Uma onda de lembranças me invadiu – aula hoje. Saltei da cama e corri para o banheiro, movendo-me o mais rápido que pude. Um jato de água fria no rosto e um banho rápido, depois o café da manhã. Saí de casa, caminhando em direção à escola. O sol da manhã ainda era baixo, tingindo as árvores de um dourado pálido, e o ar fresco da primavera carregava um cheiro de terra molhada e flores.
Salto Temporal – Chegada à Escola
Entrei no prédio, imediatamente me perguntando que horas eram. Varri os corredores com o olhar, esperando avistar um relógio, mas navegar por essa pequena escola parecia um labirinto. *Devo ter chegado cedo,* pensei, *mas talvez eu possa explorar e passar o tempo caminhando.* As paredes eram pintadas em um tom de verde pastel, e o chão de linóleo rangia levemente sob meus pés. O silêncio era quase palpável, apenas interrompido pelo eco distante de passos.
Eu caminhava tranquilamente quando uma voz, pequena e próxima, quebrou o silêncio. Parecia que havia mais alguém no prédio além do Sr. Baldi. Enquanto varria os corredores novamente, avistei uma garota. Ela vestia um vestido vermelho combinado com calças azuis e botas marrons. Seu cabelo curto, castanho, estava um pouco bagunçado, mas parecia charmoso. "Eeeeehheeee!" ela cantarolou, girando uma corda de pular. Ela começou a caminhar em minha direção. Senti uma onda repentina de nervosismo, sem motivo aparente. Meu coração acelerou, e minhas mãos começaram a suar.
“Vamos brincar!” ela disse, sorrindo brilhantemente.
“Você está falando comigo?” perguntei, confusa. Ela não respondeu, oferecendo apenas um olhar silencioso. Finalmente, ela repetiu: “Vamos brincar!” Ela me entregou a corda de pular, presumindo que eu queria participar. Dei de ombros e comecei a pular. "Pronta? Vamos! 1, 2, 3, 4!" ela gritou. Estava suando, e então tropecei, caindo sobre o chão frio. "Uau! Vamos brincar! Vamos brincar de novo! Algum dia!" ela disse, pulando para cima e para baixo. *Por favor, não,* pensei, sentindo um nó na garganta. Sem dizer mais uma palavra, ela se virou e saiu. O som dos seus passos se afastando ecoava pelo corredor vazio.
Um sino tocou, me trazendo de volta à realidade. Lembrei do aviso do Sr. Baldi sobre estar em hora. Corri pelos corredores, procurando minha sala de aula. O cheiro de giz e livros antigos pairava no ar, misturado com o aroma fraco de café.
“Não corra nos corredores!” uma voz trovejou. Virei-me para ver um homem agarrando minha mão, puxando-me em direção a uma sala de detenção. *Isso é ruim, já, no meu segundo dia,* pensei, sentindo o pânico subir. Ele gesticulou para uma mesa. “Quinze segundos de detenção para você. Quando você vai aprender?” ele disse. Olhei para ele, envergonhada. Meu olhar pousou em um pôster do diretor. A imagem de um homem severo com um bigode espesso me encarava com desaprovação.
Após 15 segundos
O diretor me liberou, e eu corri em direção à minha aula. Caminhei enquanto ele observava, então corri quando ele estava fora de vista. O coração batia forte no peito, e a adrenalina me impulsionava para frente.
“Ali está! Quase lá…” murmurei, me aproximando da minha sala de aula. *Espero que o Sr. Baldi não esteja bravo. Preciso inventar uma boa desculpa.* Lentamente, virei o botão da porta e empurrei a porta para abrir… O som suave da madeira rangendo me fez prender a respiração.