O caminhão de mudança resmungou até parar, finalmente depositando a última das minhas caixas em frente à minha nova casa na Rua MyStreet. Uma onda de excitação borbulhou dentro de mim. Era isso. Um novo começo. E, o melhor de tudo, finalmente estava perto o suficiente para ver meu irmão gêmeo, Aaron.
Apressando-me para trancar a porta atrás de mim, ansiei por encontrá-lo. Algumas casas adiante, avistei-o do lado de fora, mexendo na sua moto.
“Aaron!” gritei, partindo em uma corrida. Ele se virou, surpreso, mas um sorriso rapidamente se espalhou pelo seu rosto.
Lancei-me em seus braços, envolvendo-o com força no abraço que conseguia suportar.
“Y/N?! O que você está fazendo na Rua MyStreet?” ele exclamou, me abraçando de volta com fervor antes de me abaixar gentilmente para o chão.
“Eu me mudei há alguns dias,” eu disse, radiante.
“Mesmo?” ele perguntou, seus olhos brilhando com genuína surpresa.
“Sim!” confirmei, feliz.
“Ei, por que eu não te levo até a casa da Aphmau?” Aaron ofereceu. “É só um pouco mais adiante.”
“Viva! Vamos!” eu pirotei, já antecipando conhecê-la. Ele me jogou nas costas, me dando uma carona enquanto caminhávamos em direção a outra casa. Ele bateu na porta.
“Oi, Aaron,” uma garota disse enquanto a porta se abria. Ela tinha cabelos escuros, com mechas roxas entrelaçadas. O aroma de lavanda e biscoitos recém-assados flutuava no ar, um convite acolhedor.
“Oi, Aphmau,” Aaron respondeu, entrando. Eu ainda estava agarrada às costas dele, sentindo o calor dele contra minhas bochechas.
“Oi, garota de cabelo roxo!” eu soltei, incapaz de resistir a uma brincadeira divertida. Aaron deu uma pancadinha brincalhona no meu tornozelo.
“Ah, oi. Quem é você?” Aphmau perguntou, seus olhos curiosos. A luz do sol da tarde dançava em seus cílios, destacando o brilho violeta em seus olhos.
“Meu nome é Y/N, e o Aaron é *meu*!” eu soltei, gargalhando enquanto me jogava para trás, realizando uma cambalhota desajeitada para cair de pé. O chão parecia acolhedor sob meus pés, e eu sentia a energia vibrante da casa.
“O que você quer dizer com ‘meu’?” Aphmau perguntou, uma pontada de mágoa cruzando suas feições. O ar ficou carregado de uma tensão sutil, como um raio de sol que se esconde atrás de uma nuvem.
“Oh, eu sinto muito! Ele é meu irmão mais velho. Desculpe se magoei seus sentimentos, Aph!” eu me desculpei rapidamente, mortificada pela minha observação impulsiva. As bochechas ardiam de vergonha, mas eu não conseguia controlar a torrente de emoções que me invadia.
“Irmão mais velho?” Aphmau perguntou, sua expressão suavizando enquanto eu assentia com entusiasmo. Ela parecia estar ponderando as implicações da minha declaração, seus olhos fixos nos meus.
“Aaron! Você tem muito a explicar!” Aphmau exclamou, voltando-se para Aaron com uma brincadeira de severidade. Uma risada escapou dos meus lábios, um som leve e alegre que ecoou na sala.
Eu não pude deixar de sorrir. Parecia que minha chegada havia mexido um pouco no caos – e eu já estava adorando isso. O calor do sol, o aroma doce dos biscoitos, a energia vibrante da casa e a promessa de novas amizades se misturavam em um coquetel de emoções que me deixavam radiante.