A exigência pairava no ar, uma demanda brusca. "Quero um neto, e rápido, Shivay," o homem disse, a voz áspera de expectativa. Estava beirando os cinquenta, sua autoridade gravada nas linhas ao redor dos olhos. "Três dias de casados, e você nem sequer olhou para sua esposa." Balançou a cabeça, um lampejo de decepção cruzando seu rosto. "Não consegue entender algo simples? Este império precisa de um herdeiro." O volume aumentou ligeiramente, mas ele se recompôs, notando o olhar fulminante que o filho lhe dirigia.
Shivay se afastou, dirigindo-se ao pequeno bar na mansão. "Quer um neto? Ótimo." As palavras eram frias, carregadas de ressentimento.
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Ela ajustou sua camisola, removendo os últimos vestígios de maquiagem. Seu rosto era bonito, mas seus olhos carregavam uma tristeza profunda. O brilho de sua pele não podia esconder as sombras internas. Sua respiração ficou presa na garganta quando a porta foi arrombada, batendo contra a parede com um baque nauseante. Um homem, mal vinte e sete anos, estava no vão da porta, exalando álcool. Ela o reconheceu como seu marido, sua figura imponente capturada em retratos pendurados nas paredes.
Shivay se moveu atrás dela, puxando-a brutalmente contra si. Suas mãos percorreram seu ombro, depois mais abaixo, pressionando contra seu seio. No estômago, um nojo se enrolou. Lágrimas se acumularam em seus olhos enquanto tentava afastá-lo, mas sua pegada era forte demais. Como um homem poderia tocá-la com tanta brutalidade, sem uma palavra, um olhar, nem mesmo uma pergunta sobre seu conforto? Ela se perdeu no turbilhão de seus pensamentos, inconsciente de seus pés deixando o chão. Arfou quando sentiu suas costas atingir o colchão, sua camisola rasgando-se em seu corpo. Lágrimas escorreram pelo rosto enquanto seus lábios pressionavam seu seio, sua mão entre suas pernas, reivindicando-a. Um gemido escapou de seus lábios, rapidamente abafado pelos dele enquanto ele se forçava para dentro dela, tomando sua virgindade. Não era um ato de amor; era uma violação, uma agressão sexual cometida por seu próprio marido. Ele continuou sua investida durante toda a noite, seu sexo rude uma brutal agressão ao seu corpo.
Quando o sol finalmente nasceu, seus raios caíram sobre seu corpo pálido. Seus lábios estavam inchados, rastros de lágrimas secas manchavam suas bochechas. Ela abriu os olhos lentamente, ajustando-se à luz. Virou-se para o outro lado da cama, mas ele não estava lá. Seu coração se partiu. Pelo menos ela merecia acordar ao lado dele. Ela se sentia como um brinquedo sexual, descartado por um bilionário na cama.
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Dias se arrastaram, e ela nunca o viu novamente. Sua vida era uma gaiola dourada, adornada com luxo e dinheiro. Não era o futuro que ela havia sonhado. Era uma prisioneira em uma prisão dourada, conhecida como Rainha apenas porque a coroa do império repousava sobre a cabeça de seu marido. Ela não havia imaginado que seus sogros seriam tão insensíveis, tão obcecados em garantir um filho para herdar seu vasto império.
Ela começou a sentir náuseas, esvaziando seu estômago no lavatório. Dias se passaram, e a doença piorou. Finalmente, descobriu que estava grávida. Seus olhos ficaram vidrados, seu coração batendo forte no peito. Ela não estava pronta, não podia estar. Sua vida já era uma bagunça, e a ideia de trazer uma criança para ela era insuportável. Mas ela não podia abortar o bebê, não com essa família. Eles queriam esse bebê, especialmente se fosse um menino. Relutantemente, contou à sua sogra, que saltou de alegria e imediatamente informou seu filho, que estava ocupado em Londres administrando sua empresa mais importante e planejava ficar lá o ano todo.
"É um herdeiro de um magnata dos negócios," o Sr. Oberoi disse alegremente, colocando a mão sobre a cabeça de sua nora.
"Sim, finalmente teremos nosso neto!" a Sra. Oberoi cantou.
A decepção se enrolou em suas veias. Ninguém mencionou uma menina. "O que acontecerá se meu filho for uma menina?" O pensamento cruzou sua mente, e seu corpo estremeceu. Pelos seus rostos, ela entendeu que abandonariam o bebê se não fosse um filho.
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Quatro meses se passaram, e em vez de ganhar peso, ela o perdeu. Seu volume de gravidez era quase invisível, e ela começou a afundar na depressão. Seu marido não ligava, não visitava, nem sequer reconhecia sua existência. Seus sogros resmungavam apenas sobre seu futuro neto. Ela não tinha permissão para deixar o quarto, temendo que seu herdeiro fosse prejudicado.
"Não posso mais viver aqui," ela finalmente chorou, sua voz quebrando o silêncio. Mas ela não podia fugir; a segurança era muito rígida.
"Estou enjaulada aqui, e a única escapatória é a morte," ela sussurrou, seus olhos fluindo pela primeira vez em meses. Seu coração declarou uma coisa: ela não podia suportar mais.