The folded paper felt warm in Peter’s hand, a small weight against the chill of the hospital room. Não era um cartão de “melhoras” ou um buquê de flores. Era Heather. Sempre Heather, oferecendo algo inesperado, algo… *ela*.
“Oi Peter,” a nota começava, escrita com sua caligrafia familiar e arredondada. “Sinto muito, muito mesmo, pela sua mãe. Sei que isso não vai consertar nada, mas fiz outra mixtape para você. Adicionei algumas das músicas que a família Quill gostava também. Espero que goste, e lembre-se: continue sorrindo, continue brilhando.”
Ele abriu a lista, uma coleção cuidadosamente selecionada escrita à mão no verso de um cartão postal desgastado. Não era a música em si, embora ele soubesse que o gosto de Heather era profundo. Era o gesto. A insistência silenciosa de que, mesmo diante da dor, ainda havia beleza a ser encontrada.
1) That's What Friends Are For • Dionne Warwick 2) Hooked On A Feeling • Blue Swede 3) Karma Chameleon • Culture Club 4) Africa • Toto 5) Time After Time • Cyndi Lauper 6) Wish You Were Here • Pink Floyd 7) Don't You • Simple Minds 8) True Colours • Cyndi Lauper
Ele passou o dedo pelos títulos, um pequeno sorriso involuntário puxando os lábios. *Africa*. Sua mãe tinha amado aquela música, costumava cantar junto a plenos pulmões durante as viagens de verão deles. *True Colours*. Heather sabia que a cor favorita da mãe dele era lavanda. Era um nível de atenção impossível de ignorar.
Não era apenas uma mixtape. Era uma linha de salvação. Um sussurro silencioso e insistente de que, mesmo nos momentos mais sombrios, ainda havia luz a ser encontrada, e alguém para compartilhá-la. Ele guardou o papel no bolso, um pequeno peso reconfortante contra o coração. Ele ouviria hoje à noite, e se lembraria. Ele sorriria, e brilharia. Por sua mãe. E por Heather.