Encontros na Starbucks

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Parte Dois:

Dia Três:

Harry esgueirou-se para dentro da Starbucks, os olhos varrendo o local, na esperança de evitar o irritante homem que o incomodava há dois dias. Um alívio o invadiu quando não o avistou.

Ele se aproximou do balcão, pedindo seu habitual. “Venti, sem gordura, vanilla latte.”

Um tapinha no ombro o fez girar, uma carranca se formando em seus lábios. “Eu disse para você me deixar em paz!”

“Bem, agora que sei que existe um homem bonito como você, como posso ficar longe?” Louis se aproximou, bloqueando o caminho de Harry. “Então… você está pronto para me dizer seu nome?”

“Não.” Harry cruzou os braços, recusando-se a ceder. “E nunca vou.”

“‘Nunca’ é uma palavra forte…” A mão de Louis repousou brevemente no ombro de Harry. “Não se preocupe, vou fazer você me dizer, de um jeito ou de outro.”

Harry riu, um som agudo e incrédulo. “E como você vai fazer isso?”

“Vanilla latte sem gordura!” Louis imitou, como se a bebida de Harry fosse uma confissão.

“Não é da sua conta.” Harry pegou seu latte do balcão, virando para sair.

Louis o seguiu, imperturbável. “Vamos! Só um gole…”

“O que eu disse sobre tocar em mim? Deus, você é irritante.” Harry puxou o braço para longe, indo em direção à saída.

Louis persistiu. “Vamos!”

Harry parou, encarando Louis. “Eu disse… não.”

Louis sorriu, um flash de dentes brancos. “Você tem os olhos mais bonitos que já vi, cacheado.”

“Sim… eu já sabia que são bonitos.” Harry zombou. “Eu não preciso que um Peter Pan me diga isso.”

“Droga, você é temperamental!” A voz de Louis era um murmúrio baixo, os lábios traçando uma linha. “Eu gosto disso.”

“Argh, você é nojento!” Harry saiu pisando, ignorando a perseguição de Louis. “E pare de me seguir!”

“Então, nenhum gole, então?!” Louis gritou enquanto Harry desaparecia na rua.

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Dia Quatro:

Harry quase pulou sua ida à Starbucks hoje, mas a necessidade de cafeína superou seu desejo de evitar o persistente Louis. Ele decidiu ir mais cedo, na esperança de pegá-lo de surpresa.

Ele correu para o balcão, pedindo com urgência. “Venti, sem gordura, vanilla latte! E faça rápido, estou com pressa!”

Ele passou o cartão, olhando por cima do ombro para garantir que Louis não tivesse se materializado. “Até agora, tudo bem…” murmurou, sentando-se em uma cadeira.

Ele rolou pelo telefone, esperando por seu pedido.

“Uau… bom telefone que você tem.”

Harry suspirou, olhando para cima. “Surpreso por me ver tão cedo?” Louis se sentou casualmente ao lado dele. “Eu achei que deveria tentar beber café mais cedo para me ajudar a dormir melhor.”

“Você acha que eu me importo?” Harry estalou, voltando para o telefone. “Por que você não pode simplesmente me deixar em paz?”

“Uau, calme-se, cacheado.” A voz de Louis era suave, mas firme.

Harry o encarou. “Não me chame de cacheado.”

“Bem, já que não sei seu nome verdadeiro, vou ter que chamá-lo de cacheado.” Louis riu, inclinando-se para frente, o olhar fixo.

“Que tal você simplesmente me deixar em paz e não me chamar de nada?” Harry deu um sorriso falso, voltando para o telefone.

“Nossa, você é uma vadiazinha.” Louis suspirou, olhando intensamente. “Mas você é tão bonita.”

“Não me chame de vadia.” Harry zombou. “Mas sim, eu já sei que sou bonita.”

“Você acha que *eu* sou bonita?” Louis piscou os olhos, testando as águas.

“Caso você não tenha percebido, eu não estou muito interessado em dar elogios, Peter Pan.”

“Meu nome é Louis.” Ele bufou. “Não Peter Pan.”

“Bem, meu nome é Harry, não cacheado.” Harry fez uma pausa, percebendo que havia cedido. Ele cobriu o rosto com as mãos. “Oh, meu Deus.”

Louis riu, um som genuíno e contagiante. “Veja! Eu sabia que podia te enganar para me dizer seu nome!”

“Cala a boca, tudo bem?” Harry suspirou. “Tudo bem. Você vence.”

“Então, Harry… o que você faz da vida?”

Harry o ignorou, os olhos fixos no balcão. “Onde está minha bebida?”

“Já faz um tempo, não é?” Louis respondeu.

“Eu não quero sua opinião.” Harry se levantou, caminhando em direção ao balcão. “Com licença, onde está minha bebida?”

“O que você pediu, senhor?”

“Um Venti, sem gordura, vanilla latte, como eu sempre faço! Isso não é cirurgia cerebral! Você está apenas fazendo café…” Harry fez uma pausa, respirando fundo. “Como pode demorar dez anos para fazer um café simples!”

“Pedimos desculpas, senhor, faremos para você imediatamente.” O barista disse, aborrecido.

“Eu deveria estar recebendo café grátis por um ano por tudo que passei hoje! E outra coisa—”

De repente, braços envolveram sua cintura, um sussurro em seu ouvido. “Shhh… calme-se, cacheado.”

Harry se virou, furioso. “Não me toque!”

“Pare de ser uma vadia, então. Acho que alguém precisa te acertar.” Louis gemeu.

“Com licença?!?” Harry gritou. “Você não se atreve a falar comigo assim! Alguém precisa acertar *você*!”

“Vanilla latte sem gordura…”

Harry pegou sua bebida, batendo-a no balcão.

“Você não se atreve a tentar me seguir, Peter Pan! Eu juro por Deus, vou jogar café quente em sua estúpida cabecinha!” Ele saiu correndo da cafeteria.

Louis não o seguiu desta vez.