Starbucks e Arrepios

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Parte Três:

Dia Cinco:

Harry entrou na Starbucks com uma nova confiança, ou pelo menos, a *aparência* de uma. Ele havia sido humilhado por Louis, e havia dito a si mesmo que o garoto nunca mais o incomodaria.

Ele se aproximou do balcão, pedindo seu habitual. Uma rápida olhada pela sala não revelou nenhum sinal de seu tormentador.

“Talvez ele finalmente tenha entendido a mensagem”, murmurou Harry, passando seu cartão.

Ele se sentou em uma cadeira, esperando por seu café. Para sua surpresa, Louis entrou na Starbucks, indo direto para ele.

“Você está falando sério?” Harry gemeu, levantando a palma da mão em exasperação. “Não. Nem pense nisso, Peter Pan.”

“Olá, cacheado”, Louis sorriu, sentando-se ao lado dele. “Você não achou que eu desistiria tão facilmente, não é?”

“Você precisa que eu solte outra tirada?” Os olhos de Harry se estreitaram. “Porque eu vou.”

“Você chama *isso* de tirada?” Louis riu. “Eu achei seu pequeno acesso de raiva bastante cômico.”

“Ah, é mesmo? Por que você não me seguiu lá fora então? Eu machuquei seus sentimentos?” Harry provocou, franzindo os lábios.

Louis sorriu. “Você *quereria* que eu te seguisse lá fora?”

“Não…” Harry bufou, cruzando os braços.

“Latte de baunilha sem gordura!” A barista gritou.

“Parece que sua bebida está pronta. Sem necessidade de fazer um escândalo”, disse Louis, levantando-se. “Aqui, Princesa.” Ele estendeu a mão para pegar o copo de Harry.

“Não me chame de Princesa”, Harry resmungou, aceitando o copo.

“Não vai dizer obrigado?”

“Eu? Dizer obrigado?” Harry riu, tomando um gole. “Você não percebeu, eu não sou do tipo.”

“Não se preocupe, eu vou fazer você dizer obrigado”, Louis sorriu, lambendo os lábios.

“Isso é para me excitar?”

“Eu não sei, cacheado”, Louis gemeu, olhando fixamente para os olhos de Harry. “Funciona?”

Harry desviou o olhar, envergonhado. “Não.”

“Tudo bem, Princesa, seja como for. Louis riu, recostando-se em sua cadeira.

“Por que você nunca compra uma bebida? Você só vem aqui para me irritar?”

“Basicamente”, Louis riu suavemente. “Eu nem gosto de café.”

“Uau. Você é um freak.”

“É por isso que você ainda está falando comigo?”

“Ugh!” Harry se levantou, segurando sua bebida. “Tenha uma vida.”

Harry saiu correndo do prédio.

Louis sorriu debaixo de sua respiração. “Que diva pequena.”

--

Dia Seis:

Sábado de manhã, o dia mais movimentado da semana. Harry pensou que poderia se perder na multidão, esperando evitar o garoto.

Ele entrou, tentando se misturar na fila.

“Oi, Harry.”

Uma voz pequena falou seu nome atrás dele.

Harry se virou, franzindo a testa.

“Como você me viu?” ele gemeu, cobrindo as mãos sobre o rosto.

“Foi fácil”, Louis sorriu, se aproximando. “Você tem um visual muito único.”

“Ugh!”

Harry estava farto desse jogo.

“O que vai levar para você me deixar em paz?” Harry gritou, batendo o pé.

“Uma noite”, Louis sorriu.

“O que você quer dizer com uma noite?”

“Apenas me dê uma noite, Harry”, Louis se inclinou, sussurrando em seu ouvido. “Eu te darei prazer de maneiras que você nunca imaginou. Eu vou foder a chatice em você.”

Goosebumps surgiram na pele de Harry, enviando arrepios pela espinha. Seu rosto ficou vermelho quando ele mordeu o lábio.

Por uma vez, ele ficou sem palavras.

“Umm…” Harry gaguejou. “E-me desculpe?”

“Você me ouviu, Princesa. Eu vou te dar uma noite que você nunca vai esquecer.” A voz de Louis era baixa e rouca. “Se você ainda quiser que eu esteja por perto depois disso, eu te deixarei em paz para sempre.”

Harry ficou parado, sua mente girando. Louis era inegavelmente atraente, mas ele era irritante. Ele não podia suportá-lo.

“Você é louco”, ele finalmente conseguiu dizer, sua voz trêmula. “Eu não sou desse tipo.”

“Pense nisso, Harry.” O rosto de Louis estava a centímetros do dele, seus lábios roçando os seus. “Eu posso *transformar* você nesse tipo.”

Louis se afastou bruscamente, fazendo Harry gemer baixo.

“Vejo você amanhã, cacheado”, Louis gritou, acenando enquanto saía.

Harry ficou parado, atordoado.

Como esse garoto poderia ser tão dominante?

“Posso pegar algo para você, senhor?”

Ele percebeu que era o próximo na fila. Ele sacudiu a cabeça violentamente, limpando seus pensamentos.

“Um… um latte de baunilha sem gordura.”