## Café e Perseguição – Capítulo 1: O Latte e a Cadela
Parte Um:
Harry Styles era, inegavelmente, um homem difícil.
Ele tinha vinte e um anos e vivia uma vida meticulosamente planejada para a perfeição estética. As visitas diárias à Starbucks eram inegociáveis, a Gucci era a única loja aceitável e qualquer desvio de seus padrões exigentes era recebido com desprezo gelado. Poucos conseguiam suportar as demandas constantes de alguém tão, completamente, e sem remorso, exigente.
Então, um dia, tudo mudou.
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Dia Um:
“Quero um Venti sem gordura, baunilha latte,” Harry exigiu, batendo seu cartão de crédito no balcão de Formica descascado. “E dessa vez… faça direito.”
O barista, já pálido por causa da correria da manhã, ofereceu uma desculpa fraca. “Me desculpe, senhor. Faremos outro imediatamente.”
“Ótimo,” Harry estalou. “Não quero uma única molécula de gordura naquele latte. Entendeu? Estou ativamente esculpindo um físico e sua incompetência ameaça meu progresso.”
“Umm…” o barista gaguejou, aborrecido.
“Não me venha com essa,” Harry interrompeu, passando o cartão e o empurrando para dentro da carteira. “Eu venho aqui para tomar café, não para ser sujeito a sabotagem por amadores invejosos.”
De repente, ele sentiu uma presença atrás de si, um hálito quente em seu ombro.
“Ei,” uma voz murmurou, baixa e carregada de desafio. “Para de ser uma cadela.”
Harry girou, a mandíbula tensa. “Com licença?”
“Você ouviu o que eu disse,” o estranho respondeu, encontrando seu olhar.
O rapaz parado à sua frente era absurdamente, frustrantemente bonito. Não tinha mais de vinte anos e tinha um rosto afiado e angular, olhos azuis incrivelmente vibrantes e cabelos escuros que pareciam propositalmente bagunçados.
Harry, admitia, nunca tinha encontrado ninguém tão… perturbador. Nem mesmo ele mesmo.
Mas a audácia dessa insolência casual do estranho queimava.
“Você não pode falar comigo assim,” Harry sibilou, batendo o pé. “Quem você pensa que é?”
“Eu sou Louis Tomlinson,” ele disse, estendendo a mão.
Harry a afastou. “Não me toque. Não estou nem aí quem você é. Não tem o direito de me emboscar com vulgaridades.”
“Bem, você estava agindo como uma. Alguém tinha que dizer,” Louis deu de ombros, os lábios curvando-se em um sorriso torto. “Você é bonitinho, mas. Nada intimidador.”
“Não me chame de bonitinho. Você não me conhece.”
“Um Venti sem gordura, baunilha latte para…” o barista gritou atrás do balcão.
Harry avançou, pegou sua bebida e se virou para encarar Louis.
“Por que você está me seguindo?” ele estalou, tomando um longo gole.
“Você me intriga.”
Louis acompanhou Harry enquanto ele saía da Starbucks, os olhos fixos na silhueta elegante.
“Eu não me importo. Não quero sua companhia,” Harry disse, a voz carregada de impaciência. Ele começou a caminhar pela calçada, aumentando deliberadamente o ritmo.
“Como você sabe que não quer minha companhia? Você nem me deu uma chance,” Louis disse, agarrando seu braço.
“Eu disse para não tocar em mim. Estou acima de você,” Harry rosnou, puxando o braço para longe.
“Uau. Você é mesmo uma cadelinha, não é?”
“Sim. Agora vá se foder!” Harry correu, deixando Louis sozinho na rua.
“Uau,” Louis murmurou para si mesmo, observando-o desaparecer na esquina. “Eu preciso dele.”
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Dia Dois:
Harry entrou na Starbucks, irradiando uma aura de direito enquanto se aproximava do balcão.
“Quero um Venti sem gordura, baunilha latte,” ele exigiu, seus óculos escurecendo seus olhos. “Anda, anda.”
“Já vai sair para você, senhor,” o barista respondeu, já se preparando para mais uma rodada de reclamações.
“Que ótimo,” Harry revirou os olhos, passando o cartão.
“Olá de novo.”
Harry se virou para ver o mesmo estranho irritante de ontem.
“Que bom te ver aqui,” Louis disse, cruzando os braços.
“Meu Deus,” Harry gemeu. “Você de novo. Está bloqueando minha visão.”
“Eu não sabia que você era dono desta Starbucks,” Louis disse, o tom divertido. “Não vejo seu nome escrito em nenhum lugar.”
“Você nem sequer sabe meu nome, nanico,” Harry retorquiu, um sorriso cruel brincando em seus lábios.
“Não, eu não sei mesmo,” Louis sussurrou, se aproximando. “Mas eu gostaria.”
Harry recuou. “Affe, espaço pessoal.”
“Desculpe,” Louis se desculpou, mas seu olhar não vacilou. “Então, você vai me dizer seu nome ou não?”
“Não.”
“Venti sem gordura, baunilha latte,” o barista gritou.
Harry pegou sua bebida e se afastou.
Louis o seguiu. “Você sempre pede a mesma bebida?”
“Sim. Agora me deixe em paz.” Harry sorveu seu latte, caminhando em direção à porta.
Louis agarrou seu braço.
“O que eu preciso fazer para conseguir que você me diga seu nome? Eu te disse o meu.”
“Sério? Você disse?” Harry zombou. “Bem, não importa porque eu já esqueci.”
Harry se afastou, deixando Louis sozinho mais uma vez, um brilho estranho e determinado em seus olhos.