## Capítulo 3
Aviso de Gatilho (tortura gráfica e descrição das consequências)
Peter acordou, tentando sentar, mas descobriu que estava preso. Metal frio cortava seus pulsos e tornozelos, fixando-o à mesa. Um frio metálico e cortante se infiltrava em seus ossos.
“Olá, Homem-Aranha. Ou devo dizer, Sr. Parker?”
Um homem de olhos escuros e vazios pairava sobre ele, segurando a máscara de Peter como um troféu. O olhar do homem era cruel, irradiando uma malícia gelada.
Peter notou as linhas de soro serpenteando em suas veias, bombeando fluidos para dentro e para fora. Instintivamente, desconfiava daquela mistura.
“O que você está fazendo comigo?” Peter perguntou, a respiração presa na garganta. Seu coração martelava contra as costelas.
O homem sorriu, um arqueamento predatório nos lábios. “Você sabe quem é a Hydra?”
Peter permaneceu em silêncio, recusando-se a dar uma resposta. O homem interpretou seu silêncio como confirmação. Jogou a máscara no chão, o baque do plástico ecoando no quarto estéril.
“É uma organização, libertando o mundo de suas liberdades. E eles precisam de um exército. Um exército de superpoderosos. Você possui poderes, e nós pretendemos replicá-los.”
Peter estremeceu, um tremor percorrendo seu corpo. O frio não era mais apenas físico; o medo havia se infiltrado em sua medula. “Você não pode fazer isso.”
“Quem está me impedindo?”
O homem produziu uma agulha, grossa e ameaçadora. A cravou na garganta de Peter, ignorando o grito abafado do garoto. O corpo de Peter ficou flácido, sua respiração superficial e irregular.
“Você vê, Peter. Nós somos invencíveis – e podemos fazer o que quisermos com você.”
A mente de Peter acelerou. Ele reconheceu o produto químico, lembrou-se dele de um relatório de laboratório. G31. Paralisava o corpo enquanto deixava todas as sensações intactas, amplificando a dor enquanto abafava todos os outros sentidos. Era ilegal por um motivo. A paralisia duraria uma ou duas horas, mas agora ele temia as preparações que eles haviam feito.
“Abram ele.”
Peter rezou para ter ouvido errado. Ele se agarrou à esperança de que alguém viria, que ajuda chegaria.
Mas ninguém veio. Ele deveria ter contado a verdade para o Sr. Stark. Mas não o fez, e este era o preço de seu segredo.
Seus pensamentos se fragmentaram quando uma lâmina afiada cortou seu peito. Ele gritou, um som cru e agonizante engolido pelo silêncio. Os cortes continuaram, cada um uma violação abrasadora.
A perda de sangue aumentou, roubando sua visão. Tudo ao seu redor estava desaparecendo, dissolvendo-se na escuridão. Estava morrendo? Ele não sabia. Então, o oblívio o reivindicou.
————Salto no Tempo ————
Os olhos de Peter tremeluziram. Seus ouvidos zuniam, e o sabor metálico de sangue enchia suas narinas. Ele se esforçou contra as restrições, mas seus membros estavam fracos demais, frágeis demais. Sentiu outra onda de náusea subir, ameaçando dominá-lo.
Então, seu telefone começou a tocar. Ele havia perdido o horário – Tony o mataria.
O homem no comando se aproximou, segurando o telefone de Peter. “Você quer atender?”
Peter sabia que era uma armadilha, mas assentiu de qualquer maneira.
“E se você disser alguma coisa sobre estar aqui, ou sobre a Hydra, vai se arrepender.”
Peter assentiu novamente, seu corpo tremendo. O homem atendeu a chamada, colocando-a no viva-voz.
“Ei garoto, onde você está? Já é meia-noite e você concordou em voltar aqui meia hora atrás.”
“Eu fiquei… preso. Mas minha roupa está comigo – então eu devo estar bem.”
O homem olhou para Peter, exigindo uma resposta mais convincente.
“Eu estarei bem, Sr. o Stark. Hum, tchau.”
“Tchau Pete.”
O homem desligou, virando-se e desferindo um soco brutal no rosto de Peter.
“Você quase estragou tudo.”
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Tony Stark estava sentado em seu laboratório, um copo na mão. Não era café – era algo muito mais forte.
Ele reviveu as palavras de Peter, “preso”, “roupa com ele”. Não era como o garoto mentir, especialmente não para ele.
Um código, gritou sua mente. Ele tocou em seu telefone, iniciando um rastreamento da localização de Peter.
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“Amarre-o, ali – temos o que precisamos.”
Peter sentiu as algemas serem removidas, mas não resistiu. Estava fraco demais, esgotado demais. Nem conseguia abrir os olhos.
Um homem – não o líder – o ergueu e o arrastou para o canto da sala. Ele prendeu as mãos de Peter com uma corda conectada a barras de metal que corriam ao longo do teto.
O corpo de Peter ficou suspenso, preso pela corda. Ele não podia cair, não podia se mover. Era exatamente o que a Hydra queria.
Antes que pudessem começar seus testes, a porta de metal estourou para dentro. Uma figura em uma armadura de metal – o Homem de Ferro – estava silhuetada na porta.
Tony havia rastreado a localização de Peter e despachado dois guardas que estavam estacionados do lado de fora do prédio.
“O que vocês fizeram com meu garoto?” Tony trovejou, eliminando um dos homens restantes com uma explosão.
“Ele é muito poderoso, mas não deveria ter todo o poder agora, certo?”
O líder rapidamente ergueu uma arma, pressionando-a contra a têmpora de Peter.
“Você atira em mim – eu atiro no garoto.”
Tony entrou em pânico. “Peter, amigo, consegue me ouvir?”
Peter forçou seus olhos a se abrirem, percebendo que seu pai – o Sr. Stark – estava aqui.
“Sr. Stark, não estou me sentindo muito bem.”
Ele sentiu o metal frio contra sua pele, a arma cravada em sua carne. Logo a atravessaria.
“Garoto, vou tirar você daqui. Apenas faça sua parte – confie em mim, vai funcionar.”
Peter sabia o que ele queria dizer: use sua força para quebrar a corda. Mas ele não conseguia.
“Não posso fazer isso, Sr. Stark. Apenas me deixe. Não valho nada. Desculpe.”
Tony ficou ali, percebendo que o garoto estava sendo maduro. E sabia que não havia como tirá-lo dessa situação. Mas ele voltaria, ele salvaria Peter. Ele salvaria seu filho.